Saiba o que fazer em caso de chuvas e risco de deslizamento em regiões urbanas

Superintendente da Defesa Civil do Rio de Janeiro, Lauro Botto Maia, falou à CNN sobre riscos durante chuvas

Raphael CoracciniHelena Vieirada CNN

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Com a crise das chuvas pelo Brasil, o risco de deslizamento se torna uma das principais inseguranças para moradores de regiões urbanas. O superintendente da Defesa Civil do Rio de Janeiro, Lauro Botto Maia, dá indicações de como agir diante de temporais em regiões de risco.

Para essas localidades, geralmente, a Defesa Civil tem um sistema de aviso. “No momento em que ouvir alarmes sonoros das sirenes, saiam de suas casas”, disse.

Ele contou que, no Rio de Janeiro, o órgão faz treinamentos com a população para momentos como esse, para facilitar a evacuação da população de áreas de risco diante de temporais.

No último sábado, uma encosta cedeu na cidade de Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas não houve vítimas. No último final de semana, as chuvas provocaram ao menos 90 ocorrências em todo o estado. As regiões Serrana, Norte e Noroeste.

 

Com a chuva persistente desde quinta-feira (5), os riscos de deslizamento na cidade aumentam, apesar da força reduzida das precipitações em comparação com outras regiões do país.

“A gente trabalha sempre com o pior cenário possível, infelizmente”, disse o membro da Defesa Civil, mas alertou que a situação das chuvas na cidade não foram graves. Ainda assim, sempre há riscos, principalmente por causa da ocupação irregular em algumas áreas, e por conta da características geográficas da cidade.

A Defesa Civil do Rio e de outras cidades também colocam à disposição um número de telefone para receber alertas de temporais e demais riscos relacionados à previsão do tempo.

“Fiquem atentos aos alertas da defesa civil”, disse o superintendente. No Rio de Janeiro, “o número 40199 é utilizado para que o cidadão comum envia o seu SMS com seu CEP para receber alertas”, completou.

Por parte do poder público, a iniciativa primeira deve ser o mapeamento de áreas de risco para agir com assertividade. “A gente tem todas essas áreas mapeadas”, disse Maia.

Esse mapeamento serve para realizar iniciativas prévias que evitem a instalação de famílias em regiões de perigo ou que treinem pessoas para que ajam rápido diante de uma situação de risco. “A gente procura fazer o trabalho fora do período chuvoso. Por isso, não temos esse tipo de tragédia a anos no Rio de Janeiro”, diz.

No caso de a residência apresentar sinais de que pode estar cedendo sobre a força de deslizamentos e enchentes, ele recomendou que o imóvel seja abandonado “imediatamente”.

“Sob qualquer sinal de rachadura, ouviu o trincar da alvenaria da casa, abandone imediatamente a residência, e procure um dos pontos de apoio. Se não houver ponto de apoio, procure um lugar seguro”, alertou.

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