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    ”Se dependesse de mim, Monique Medeiros teria sido demitida há muito tempo”, diz secretário da Educação do Rio

    A servidora concursada da Prefeitura do Rio de Janeiro é ré pela morte do próprio filho, Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março de 2021

    Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça
    Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça Jaqueline Frizon/CNN

    Isabelle Salemeda CNN

    em São Paulo

    O Secretário Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, disse que se dependesse dele, Monique Medeiros já teria sido demitida há muito tempo, mas não foi possível por causa da demora da Justiça no Brasil. A declaração foi publicada nas redes sociais neste domingo (22).

    A servidora concursada da Prefeitura do Rio de Janeiro é ré pela morte do próprio filho, Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março de 2021. O ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, com quem Monique namorava na época, também responde pelo crime. Segundo a polícia, o menino morreu após ser agredido por Jairinho. O ex-vereador e a mãe da criança negam que tenha havido qualquer agressão.

    Segundo Ferreirinha, um processo administrativo foi aberto assim que a servidora foi acusada pelo crime. “Desde que aconteceu este caso absurdo, instauramos um processo administrativo, mas como ela foi solta pela justiça e ainda não houve sentença condenatória, a orientação jurídica recebida pela Secretaria é de que não há como a servidora ser afastada e ter a remuneração suspensa”, explicou Ferreirinha.

    Antes de se relacionar com Jairinho, Monique exercia o cargo de diretora de uma escola municipal em Senador Camará, na Zona Oeste da capital fluminense. Em agosto de 2020, pediu licença da função e passou a atuar no Tribunal de Contas do Município do Rio (TCM), até ser exonerada do TCM em março de 2021, após a acusação pela morte do filho. Mas por ser concursada, a matrícula no município continuava vigente.

    Monique Medeiros estava de licença na Secretaria de Educação desde abril de 2021, quando foi presa. Depois que teve a prisão revogada pelo Superior Tribunal de Justiça, ela pediu o retorno às atividades e a solicitação foi aceita. Mas, de acordo com Ferreirinha, Monique fica fora das escolas. “Ela retomou ao trabalho em função administrativa no almoxarifados da Secretaria, longe da sala de aula e das nossas escolas”, disse o Secretário de Educação.

    Na nova função, o salário bruto de Monique Medeiros em dezembro de 2022 foi de R$ 3,1 mil.

    Segundo o advogado de Monique, Hugo Novais, a cliente é servidora pública municipal e tem direito de retornar às funções administrativas, uma vez que responde ao processo em liberdade e não há restrição por parte do poder judiciário. “Minha cliente cumprirá a todas determinações impostas pelo poder judiciário”, garantiu Novais.

    Enquanto isso, Ferreirinha fez um apelo por rapidez no processo. “Precisamos todos, como sociedade, cobrar mais agilidade na conclusão do julgamento para que a justiça seja feita em nome e memória do menino Henry”, declarou.

    Procurada, a defesa de Monique informou que recebeu com respeito a decisão do secretário e do prefeito Eduardo Paes. A defesa acrescentou que vai fornecer as respostas necessárias no processo administrativo.