Secretário diz que é precipitado falar em liberação de máscara e público no Rio
Rio libera público de 10% no Maracanã, mas ingressos só poderão ser comprados com comprovação de duas doses da vacina ou teste negativo para Covid-19
Ainda é precipitado fazer projeções de quando será possível liberar eventos com aglomerações e o descarte do uso de máscaras no Rio de Janeiro, afirmou Alexandre Chieppe, secretário estadual de saúde do Rio de Janeiro à CNN neste domingo (1º).
A afirmação contrasta com a declaração da prefeitura da capital fluminense que anunciou, na semana passada, a previsão de reabertura com 100% da capacidade em locais abertos e fechados de todas as atividades econômicas da cidade em 17 de outubro.
“Em alguns locais poderá ser possível fazer flexibilização. Mas locais com aglomeração, como no transporte público, talvez terá que manter as medidas [de proteção] por mais tempo. É muito precipitado dizer que pode liberar uso de máscara em novembro”, disse.
Chieppe não criticou diretamente a afirmação da prefeitura, mas afirmou que a secretaria baseia o cronograma de flexibilização pelos dados da pandemia no Estado.
"Não vejo nenhum tipo de problema no anúncio da prefeitura, é um cronograma de flexibilização que vai respeitar o cronograma epidemiológico", disse.
De olho na variante Delta
Segundo Chieppe, a secretaria está disposta a retroceder as flexibilizações, se necessário, é está de olho no avanço da variante Delta, que circula no estado.
"Não sabemos como a variante Delta vai se comportar. Temos que avaliar dia a dia e ter a capacidade de retroceder se for necessário. Agora promovemos flexibilização momentânea, mas não é o momento de decidir flexibilização. É um cenário momentâneo, com resiliência se precisar retroceder", afirmou.
Maracanã com 10% de público
Chieppe também falou que a liberação de 10% de público em jogos no estádio do Maracanã será encarada como um 'evento-teste', que poderá se manter ou ser revista se confirmada falta de segurança.
O secretário afirmou que para garantir a segurança epidemiológica durante as partidas, só será permitido entrar no estádio quem já tiver comprovado ter tomado as duas doses da vacina contra Covid-19 ou ter apresentado teste negativo para coronavírus no ato da compra do ingresso.
O protocolo de abertura de público no estádio prevê ainda distanciamento de ao menos um metro entre pessoas de famílias diferentes e uso de máscaras entre todos os presentes, segundo Chieppe.
“O problema não é a permanência [das pessoas no estádio], é a entrada, saída e o intervalo que preocupam mais. Mas, como primeiro evento teste, é uma medida cautelosa e acertada”, disse.