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    Secretários preparam documento com críticas a fim de emergência por Covid no Brasil

    A divulgação será nesta terça-feira (19); entre as cobranças presentes no documento está a definição do que será considerado emergência de saúde, caso a epidemia volte a crescer no país

    Foto de ilustração do coronavírus
    Foto de ilustração do coronavírus 29/01/2021 Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/Divulgação via REUTERS

    Leandro Resende

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    O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgarão nesta terça-feira (19) um documento conjunto com críticas ao fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) por Covid-19, anunciada pelo Ministério da Saúde.

    O ministro Marcelo Queiroga fez o anúncio no último domingo (17) e deu mais detalhes nesta segunda-feira (19) sobre o tema, com a justificativa de que a medida só é possível “graças à melhora do cenário epidemiológico à ampla cobertura vacinal da população e à capacidade de assistência do SUS”. Entre as cobranças dos secretários está o pedido para que a pasta esclareça o que irá considerar como “emergência” de saúde, para o caso de a pandemia voltar a crescer no país.

    Para o presidente do Conass, Nésio Fernandes, esse critério não está claro. “A partir de quantos internados na rede SUS [Sistema Único de Saúde]? Quantos casos devem ser considerados emergência de saúde?”, indagou.

    Nésio Fernandes afirmou ainda que o documento conjunto das duas instituições lembrará que pelo menos 100 milhões de brasileiros não estão com o ciclo vacinal completo contra a Covid-19. Para ele, a falta de um plano de operacionalização da vacinação contra a doença neste ano também é um problema. “Temos muitas vacinas, mas sem uma coordenação nacional, cada estado fará o que quer”.

    À CNN, Queiroga afirmou que uma portaria com maiores detalhes sobre o fim da Espin deve ser publicada até esta quarta-feira (20) no Diário Oficial da União (DOU).

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