Sem clientes, Rio e SP têm 10% dos bares e restaurantes fechados em definitivo

Mesas vazias em restaurante no Rio de Janeiro em março
Mesas vazias em restaurante no Rio de Janeiro em março Foto: REUTERS/Pilar Olivares

Gustavo Lago

Da CNN, no Rio

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Efeito quarentena: sem clientes, Rio e São Paulo têm 10% dos bares e restaurantes fechados por definitivo.

Outros 45% dos estabelecimentos do mesmo ramo, temem não conseguir reabrir após a crise – provocada pela falta do movimento durante a quarentena.

A pesquisa foi feita pelo Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) em parceria com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR).

Segundo o presidente do SindRio, Fernando Blower, um mês sem movimento é muita coisa para o setor que precisa de um giro constante. Por isso, 10% dos donos de bares e restaurantes decidiram que não vale a pena insistir no seguimento, e fecharam de vez as portas.

Os números revelam ainda mais impactos negativos para este cenário. 

Para tentar fugir da crise, 1/3 dos empresários passou a trabalhar com sistema de delivery, mas não foi suficiente. Além disso, 75% dos patrões já demitiram pelo menos um funcionário.

“A receita dos empresários está muito baixa. Próxima a zero. Bares e restaurantes têm um custo muito alto para funcionar (maquinário, luz, gás, funcionários, fornecedores)”, explicou. 

Impacto na economia

Só na cidade do Rio de Janeiro, o setor movimentou R$ 9 Bilhões, em 2019. Uma média de R$ 750 Milhões por mês. São 110 mil empregos formais diretos; sem considerar distribuidores, indústria, prestadores de serviço, etc, afirmou o presidente do SindRio.

Em nome do sindicato, Fernando faz um apelo ao governo para que a concessão de linhas de crédito emergenciais seja mais flexível. De acordo com o presidente, 80% dos empresários estão buscando esta ajuda, mas há muitas restrições. 

“Querem avaliar o perfil do solicitante, mas neste momento praticamente todas as empresas terão um cadastro negativo. Pedimos para que o governo encontre soluções.”

“Não adianta o governo liberar empréstimos, por meio do BNDES. Quem é ‘pequeno’ não recebe, como 90% das lanchonetes e restaurantes – considerados de pequeno porte”, finalizou.

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