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    Somos contra novos poços de petróleo em qualquer lugar do mundo, diz cientista

    Às vésperas da Cúpula da Amazônia, climatologista Carlos Nobre critica projeto de exploração de petróleo na costa da região no Brasil, mas tem expectativas otimistas para o encontro

    Ana Beatriz DiasJuliana Eliasda CNN

    em São Paulo

    Na opinião do climatologista Carlos Nobre, copresidente do Painel Científico para a Amazônia, o Brasil não deveria seguir em frente com o projeto de explorar petróleo na Foz do Amazonas – como têm pleiteado a Petrobras e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Apesar de controverso, este deve ser um dos temas a surgir nos debates da Cúpula da Amazônia, evento com os países amazônicos que acontece nesta semana, em Belém, em meio aos esforços do governo Lula de reconstruir a imagem ambiental do país no cenário internacional.

    “Eu estou na área climática há muitas décadas, e nós, cientistas da área climática, somos totalmente a favor de nunca mais se explorar petróleo, nem carvão, nem gás natural. Isso reduziria muito os riscos de aquecimento global, com todos os eventos extremos que estamos vendo, os recordes de temperaturas deste ano”, disse ele em entrevista à CNN.

    “É o que dizem todos os cientistas climáticos: não comecem novos poços de petróleo, nem de gás natural, nem de carvão, em nenhum lugar do mundo; nem mesmo na costa brasileira.”

    Nobre avalia com otimismo a realização da Cúpula da Amazônia, que vê como um aquecimento do Brasil e os países vizinhos para a COP 28, que acontecerá em dezembro nos Emirados Árabes, e também a COP 30, que será sediada no Brasil, em Belém, em 2025.

    “A maior parte dos países [da Amazônia] vão jogar junto no combate à ilegalidade, ao crime organizado e para zerar o desmatamento antes de 2030. Todos os países devem concordar com isso”, disse.

    Veja imagens da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo: