Brasileira morta em vulcão: veja linha do tempo do caso
Juliana Marins, de 24 anos, morreu após sofrer um acidente durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia
Juliana Marins, de 24 anos, morreu após sofrer um acidente durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia.
A seguir, veja os principais acontecimentos que marcaram o caso desde o dia do acidente até o translado do corpo ao Brasil:
20 de junho (sexta-feira) - Queda na trilha
Juliana escorregou e caiu enquanto fazia uma trilha no vulcão Rinjani, em Lombok, na Indonésia. Segundo relatos, o acidente aconteceu no início da noite, no horário de Brasília.
A jovem tropeçou e caiu por cerca de 300 metros. O local é de difícil acesso e não possui estrutura adequada de segurança, segundo familiares e pessoas que já estiveram na região.
22 de junho (domingo) - Irmã desmente resgate
Dois dias após a queda, a irmã de Juliana, Mariana Marins, desmentiu uma informação anterior de que a jovem teria sido localizada por equipes de resgate e recebido água e comida.
A própria Mariana havia divulgado essa versão, mas voltou atrás, afirmando que os socorristas não haviam conseguido alcançá-la. A mudança ocorreu após contato direto com as autoridades locais e a constatação de que a brasileira seguia desaparecida.
23 de junho (segunda-feira) - Buscas retomadas e nova localização
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que as equipes da Indonésia retomaram o terceiro dia de buscas, mesmo com dificuldades causadas pelo clima e pelo terreno. Ainda no dia 23, a família informou que Juliana estava “escorregando” montanha abaixo, sozinha e desamparada há mais de 60 horas.
Vídeos compartilhados como se fossem de um resgate foram apontados pela família como “forjados”.
Mais tarde, o Parque Nacional do Monte Rinjani divulgou que a vítima havia sido localizada por drone em um penhasco rochoso, a aproximadamente 500 metros de profundidade. Segundo o comunicado, Juliana estava imóvel no local e não respondia aos estímulos visuais.
24 de junho (terça-feira) - Tentativas de resgate são retomadas
Na noite de segunda-feira (23), manhã de terça no horário local, o resgate foi retomado. Segundo a família, uma furadeira foi levada para o local para auxiliar na escalada da equipe.
Também foi cogitada a utilização de um helicóptero, mas isso dependia de análise técnica sobre segurança e viabilidade.
Clima impede resgate por helicóptero
24 de junho (terça-feira) - Juliana é encontrada sem vida
Após quatro dias desaparecida, Juliana foi encontrada sem vida pelas equipes de resgate da Indonésia.
A confirmação da morte foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores e pela própria família, que publicou uma nota nas redes sociais agradecendo o apoio recebido ao longo das buscas.
25 de junho (quarta-feira) - Corpo é içado do vulcão
O corpo da brasileira foi retirado pela Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas).
Segundo o chefe da agência, Marechal do Ar TNI Muhammad Syafi’i, o corpo foi içado com sucesso, levado até uma base e, posteriormente, encaminhado para um hospital.
26 de junho (quinta-feira) - Autópsia em Bali confirma causa da morte
O corpo foi levado para Bali, onde passou por autópsia. O laudo apontou que Juliana morreu em decorrência de traumatismo por força contundente, que causou danos internos e hemorragia.
Segundo o médico legista responsável pelo caso, a morte foi imediata, com intervalo de no máximo 20 minutos após a lesão mais grave.
28 de junho (sábado) - Prefeitura paga por translado do corpo
A Prefeitura de Niterói pagou R$ 55 mil à família de Juliana Marins, que morreu durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, para cobrir as despesas de repatriação dos restos mortais.
A informação foi confirmada à CNN pela prefeitura. A jovem é natural da cidade metropolitana do Rio de Janeiro.
Em nota, a prefeitura de Niterói disse que o acordo inclui também os procedimentos para o sepultamento da publicitária, que será velada e enterrada na cidade.
*Sob supervisão de Pedro Osorio


