Baixa de reservatórios: SP descarta rodízio de água, diz secretária
Natália Resende, secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, admite frustração com falta de chuvas, mas afirma que medidas de contenção têm surtido efeito

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira (25), Natália Resende, secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), admitiu que "choveu muito menos" do que se esperava — na região do Alto do Tietê. Choveu apenas 3 milímetros (mm), com média de 29 mm, exemplificou. Apesar da crise hídrica, a secretária afirmou que as medidas preventivas têm surtido efeito e o rodízio de água é descartado neste momento.
O governo de São Paulo afirma que monitora o consumo e a previsão de chuvas para que a baixa não se agrave e entre em processo de racionamento. Nesta data, o volume do armazenamento dos reservatórios na Região Metropolitana da capital paulista é de 32%. O volume têm caído a cada semana desde o começo do ano é o pior desde a crise hídrica de 2015.
A secretária entende que os investimento em resiliência do sistema garante que a população não enfrente o mesmo cenário de crise da década anterior. A entrevista aconteceu durante entrega de duas novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) em Guarulhos (SP).
Restrição no Sistema Cantareira
O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Grande São Paulo, passará a operar na Faixa de Restrição da próxima quarta-feira (1º).
A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas nesta quarta-feira (24). É a primeira vez desde janeiro de 2022 que o manancial entra nesse nível de alerta.
Outra medida adotada por decisão da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), é a redução da pressão da água que passa a chegar nos moradores da Grande São Paulo durante a noite.
O objetivo de reduzir perdas e evitar vazamentos, para estabilização dos níveis dos reservatórios.


