'Cangaço novo': 17 réus ligados ao PCC são condenados por tráfico e lavagem
Investigação que resultou nas condenações teve origem na “Operação Baal”, deflagrada em 2024; organização operava de forma estruturada para dominar regiões em SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou 17 pessoas em um processo que investigou um grupo ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), que mantinha atuação criminosa com roubos, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas no estado e era responsável pela atuação pelo novo 'cangaço' que opera no interior.
A investigação que resultou nas condenações teve origem na “Operação Baal”, deflagrada em maio e setembro de 2024 a pedido do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Federal.
O 'novo cangaço' atuava com o objetivo de dominar regiões da capital paulista e do município de Buri (SP). As apurações apontaram que a organização operava de forma estruturada, com divisão de tarefas, atuação interestadual e uso de armas de fogo. Entre os crimes identificados estão roubos a instituições financeiras, tráfico de drogas, extorsões e homicídios.
Segundo o Ministério Público, o grupo mantinha ligação com a facção criminosa e utilizava a violência como estratégia para garantir o controle das atividades ilícitas e eliminar rivais.
A dominação "cangaço" significa que grupos criminosos atuavam de forma violenta e impedem a ação do poder público de uma região por meio do planejamento e execução de assaltos que causam um verdadeiro terror social em cidades pequenas.
Além disso, os integrantes eram responsáveis pela movimentação e ocultação de valores obtidos de forma ilícita. A organização também esteve envolvida em ações de grande porte, com planejamento detalhado, alto investimento financeiro e logística complexa, além de manter uma rede de apoio para aquisição de armas e abastecimento do tráfico.
Ao todo, os 17 condenados receberam penas que variam de 5 anos de reclusão, em regime semiaberto, a 12 anos de prisão, em regime fechado, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
*Sob supervisão Thiago Félix


