Cantareira segue em alerta de 'atenção' para risco de escassez hídrica

Manancial teve alta de quase dez pontos percentuais no volume acumulado, comparado ao dia 30 de setembro, mas segue em estado de atenção em novembro

Ana Clara Machado, da CNN Brasil*, São Paulo

O Sistema Cantareira apresentou uma melhora significativa no volume de água armazenado e atingiu o nível de 50,69% de seu volume útil, nesta sexta-feira (30). Apesar da recuperação, o manancial continua operando na "Faixa 2 – Atenção" durante o mês de novembro, conforme comunicado da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). 

O principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo teve um índice que representa um avanço em relação ao registrado no dia 30 de setembro, quando o sistema estava com 41,10% de sua capacidade.  

Segundo a nota, a recuperação de quase 10 pontos percentuais é um sinal positivo para a segurança hídrica da região, mas ainda não é suficiente para retirar o Cantareira do nível de atenção. 

De acordo com as regras estabelecidas pela Resolução Conjunta nº 925/2017, quando o volume armazenado fica entre 40% e 60%, o sistema permanece na Faixa 2. Com isso, em novembro, a Sabesp estará autorizada a retirar até 31 metros cúbicos de água por segundo dos reservatórios. 

A ANA e a SP Águas reforçam que, mesmo diante da melhora nos índices, é importante manter medidas de economia de água, redução de perdas e uso consciente do recurso. A recomendação vale tanto para os serviços de abastecimento quanto para a população e os demais usuários das bacias atendidas pelo sistema. 

Responsável pelo abastecimento de cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, o Cantareira também contribui para o atendimento de municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, incluindo Campinas. 

A melhora é motivo para otimismo, mas ainda exige cautela. O aumento do volume armazenado representa um avanço importante, porém a permanência na Faixa de Atenção reforça que a gestão dos reservatórios e o consumo consciente continuam sendo fundamentais para garantir a segurança hídrica nos próximos meses. 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix