Caso Leandro Lo: PM acusado de homicídio vai a júri nesta quarta (12)
Três anos após a morte do oito vezes campeão mundial de jiu-jitsu Leandro Lo, o ex-tenente da PM Henrique Velozo é submetido ao primeiro dia de julgamento do júri

Começou nesta quarta-feira (12) o júri popular do ex-policial militar Henrique Velozo, acusado de matar a tiros o lutador de jiu-jitsu Leandro Lo em uma casa de show, na zona sul de São Paulo, em 2022.
O início da sessão foi às 10h, no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, e tem previsão de duração de três dias — encerrando na sexta-feira (14).
Em outubro deste ano, a Justiça de São Paulo determinou a transferência de Henrique Velozo do Presídio Militar Romão Gomes para uma prisão comum.
A decisão acatou um pedido do Ministério Público, apresentado pelo promotor João Carlos Calsavara, com base no fato de o Tribunal de Justiça Militar já ter exonerado o acusado de suas funções e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ter decretado sua demissão.
A demissão do ex-policial ocorreu em 22 de setembro, em cumprimento a decisão do TJMSP.
No entanto, no dia 15 de outubro, o TJSP decretou a reintegração de Velozo ao efetivo da Polícia Militar até o final de seu julgamento, após a defesa pleitear a "reintegração funcional e remuneratória do impetrante até o efetivo e indiscutível trânsito em julgado da decisão proferida no Conselho de Justificação", de acordo com a decisão.
Entenda o caso
O caso ocorreu em agosto de 2022, quando Leandro Lo, octacampeão mundial da modalidade, foi baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio, na Zona Sul de São Paulo. Desde então, o tenente Velozo permaneceu preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte da cidade, sendo transferido para a prisão comum somente em outubro de 2025.
Segundo as investigações policiais, Leandro Lo se envolveu em uma discussão no clube. Em um primeiro momento, o lutador teria derrubado o policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, que o teria provocado.
Velozo, então, teria se retirado do local e retornado armado, efetuando um disparo fatal na cabeça do atleta. Após o disparo, o policial ainda teria chutado Lo duas vezes, mesmo com o lutador já desacordado no chão, antes de deixar o local.
Henrique Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte ao crime e foi conduzido à delegacia para prestar depoimento. A Justiça decretou sua prisão temporária, que posteriormente foi convertida em preventiva. O policial foi indiciado por homicídio por motivo fútil, e o caso segue sob investigação do 16° DP, na Vila Clementino.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


