Caso Ruy Ferraz: polícia prende nono suspeito de envolvimento no crime

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o homem seria dono da segunda casa utilizada pelos criminosos durante a elaboração da execução do delegado

Luan Leão, da CNN Brasil, São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na sexta-feira (24), Paulo Henrique Caetano De Sales, o nono suspeito de envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, em setembro deste ano. A prisão aconteceu no Jardim Shangrilá, na zona sul da capital.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Paulo Henrique, o PH, de 38 anos, é proprietário da segunda casa, localizada em Praia Grande, no litoral do estado, utilizada pelos criminosos durante a elaboração do plano que terminou com a execução do ex-delegado-geral de São Paulo.

O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue com as investigações para identificar outros envolvidos. Até agora, de acordo com a SSP, nove pessoas foram presas e duas seguem foragidas, além de um suspeito que foi morto em confronto com a polícia no Paraná.

Na última semana, a polícia prendeu José Nildo da Silva, de 47 anos, suspeito de ser um dos atiradores que participaram da execução de Ruy Ferraz. Após o crime, o suspeito teria ido para uma residência de apoio ao crime, onde chegou armado e com colete à prova de balas.

Apesar de ter a participação no crime apontada pela polícia, a investigação afirmou que José Nildo não teria envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Outros dois suspeitos já tiveram sua prisão decretada, mas seguem foragidos: Flavio Henrique Ferreira de Souza, suspeito de participação direta na execução do ex-delegado e Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, suspeito de atuar logística e direção do carro de apoio.

Relembre outras prisões:

  • 18/09: Dahesly Oliveira Pires é presa por suspeita de transportar um fuzil de Praia Grande para Diadema. Ela recebeu o pagamento via Pix de uma conta ligada a um homem identificado como Luiz Antônio Rodrigues de Miranda;
  • 19/09: Luiz Henrique Santos Batista, o "Fofão", é preso por suspeita de participação na logística do crime, mas não como executor direto;
  • 20/09: Rafael Marcell Dias Simões, o "Jaguar", é preso após ser identificado como um dos atiradores;
  • 21/09: William Silva Marques é preso por ser o proprietário do imóvel utilizado pelos criminosos em Praia Grande;
  • 03/10: Felipe Avelino da Silva, o "Mascherano", é preso por suspeita de participação no crime. Ele é apontado como disciplina do PCC;
  • 15/10: Danilo Pereira Pena, o "Matemático", é preso por suspeita de ser o responsável por organizar parte da operação criminosa da execução;
  • 17/10: Cristiano Alves da Silva, conhecido como "Cris Brown", é preso suspeito do envolvimento no planejamento e execução do crime;
  • 21/10: José Nildo da Silva, que não teria relação com o PCC, é preso suspeito de ser um dos atiradores que participaram do atentado.

Relembre o caso

Ruy Ferraz Fontes foi executado no dia 15 de setembro em uma emboscada. O crime aconteceu em Praia Grande, no litoral de São Paulo, depois de perseguição em alta velocidade e o capotamento do carro do delegado. Criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra ele.

Após a execução, os carros utilizados pelos criminosos, que eram roubados, foram abandonados e um deles incendiado, na tentativa de apagar vestígios. A análise inicial da ação criminosa revela um planejamento meticuloso e o conhecimento técnico dos executores, que perseguiram Fontes antes de desferir mais de 20 tiros de fuzil.