Greve CPTM: Justiça impõe 80% da frota no horário de pico

Categoria protesta contra a concessão de trechos da companhia à empresa Trivia Trens e mantém paralisação em São Paulo

Fernanda Palhares, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
Compartilhar matéria

Após assembleia realizada nesta segunda-feira (3), os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve a partir do primeiro minuto de terça-feira (4). Em nota, a CPTM informou ter recorrido ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico.

Já nos demais períodos, foi determinado 60% do efetivo. De acordo com a companhia, em caso de descumprimento o TRT aplicará uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

As linhas 11 Coral, 12 Safira e 13 Jade serão afetadas com a paralisação. Não há um prazo definido para a greve.

A Prefeitura de São Paulo confirmou a suspensão do rodízio.

A categoria protesta contra a privatização das linhas para a concessionária Trivia Trens.

Após um incêndio ocorrido em um vagão no último mês, a operação voltou para a CPTM por 90 dias, em determinação do governo de São Paulo.

As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa estarão em operação regular, assim como todo o sistema metroviário.

CPTM reassume operação por 90 dias

Após os problemas, a Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo) determinou que a CPTM reassuma a operação das linhas por um período inicial de 90 dias.

A medida tem como objetivo garantir a continuidade do serviço enquanto são apuradas as causas das falhas e o cumprimento das obrigações contratuais da concessionária.

O CCO (Centro de Controle Operacional) voltou a ser operado pela estatal, com acompanhamento da Artesp e da Trivia Trens.

Também em resposta ao episódio, o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) concedeu prazo de cinco dias para que o Governo do Estado e a concessionária apresentem esclarecimentos sobre os planos de contingência, a manutenção dos equipamentos, as condições da infraestrutura e as denúncias de falhas em dispositivos de emergência durante a ocorrência.

Plano de contingência

O Governo de São Paulo acionou um plano de contingência, na manhã desta terça-feira (4), para conter os reflexos da paralisação parcial dos serviços de trem.

A CPTM priorizou o atendimento dos trechos com maior demanda das linhas afetadas. Veja:

  • Linha 11-Coral está operando entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases;
  • Linha 12-Safira está operando entre as estações Brás e Engenheiro Goulart.

A Linha13-Jade e o Expresso Aeroporto não estão operando.

No Metrô, a empresa antecipou o atendimento das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para às 4h. A empresa também aumentou as operações nas regiões com maior demanda, como as estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda.

O sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) também foi acionado e deve atender os passageiros que utilizam as linhas de trem atingidas.

Na Linha 11-Coral, os ônibus atendem todas as estações entre Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, o serviço opera entre São Miguel Paulista e Calmon Viana, assim como entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart atendidas pela Linha 13-Jade.

O policiamento também foi reforçado nos entornos das estações ferroviárias, dos terminais de ônibus e nas regiões com maior circulação de pessoas.