Líder de comunidade ligada a estupros virtuais é apreendido em Pernambuco
Adolescente, de 17 anos, já havia sido apreendido no ano passado; ele ficou internado por 45 dias e, quando liberado, voltou a praticar os mesmos crimes

Um adolescente de 17 anos, apontado como um dos líderes de uma comunidade virtual que propaga crimes de injúria, estupros virtuais, automutilação, pornografia infantil, homofobia e terrorismo, foi apreendido nesta quarta-feira (4) no Recife, em Pernambuco.
A ação aconteceu após a Polícia Civil de São Paulo comunicar o crime à polícia pernambucana.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os crimes chegaram a atingir mais de 200 vítimas em diferentes crimes. A pasta ainda afirma que a principal estratégia usada pelo jovem para ameaçar as vítimas era inserir dados falsos em sistemas de instituições públicas e privadas.
Entre as infrações que o adolescente responde estão: cyberbullying, pedofilia (por oferecer e disponibilizar pornografia infantil), aliciar, assediar ou instigar crianças e adolescentes, induzir, instigar ou auxiliar o suicídio ou a automutilação, estupro virtual, racismo, violência psicológica contra a mulher e invasão de dispositivo.
O adolescente já havia sido apreendido em novembro do ano passado, também em Recife, e permaneceu internado por 45 dias. Quando foi liberado, voltou a praticar os mesmos crimes.
As apreensões aconteceram a partir de uma conversa interceptada por policiais civis chamados de “observadores digitais”. Em uma das mensagens, o jovem chega a zombar da Justiça brasileira ao comemorar a primeira soltura.
Operação contra crimes virtuais
Em outra fase da operação que resultou na apreensão do adolescente, outros dez mandados de busca e duas prisões temporárias autorizadas pela Justiça foram cumpridos. Além de São Paulo, a ação também aconteceu em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Entre os alvos, estava outro menor de idade, que morava no interior paulista. Ele era apontado como um dos “donos” de um grupo investigado pelos mesmos crimes cibernéticos. O adolescente apreendido nesta quarta-feira (4) também tinha um mandado judicial durante a primeira fase da ação.
À época do caso, o pai do jovem também foi preso, uma vez que o nome dele estava presente nas contas bancárias que recebiam o dinheiro resultado da venda de pornografia infantil.
*Sob supervisão de Felipe Andrade


