Megaoperação fecha bares e adegas por venda de bebidas adulteradas em SP
Mais de 170 garrafas com indícios de falsificação foram apreendidas; ação foi deflagrada na região de Mogi das Cruzes após casos de intoxicação por metanol

Mogi das Cruzes e municípios do Alto Tietê, na região metropolitana de São Paulo, foram alvo, nesta quarta-feira (16), da Operação Poison, uma megaoperação coordenada pela Polícia Civil, com foco no combate à falsificação e comercialização irregular de bebidas alcoólicas.
A ação foi desencadeada após registros de intoxicação por ingestão de bebidas adulteradas na região.
A operação mobilizou 51 viaturas e 102 policiais civis, incluindo equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE), do 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, da Delegacia Central de Itaquaquecetuba e de outras unidades do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo).
Durante as diligências, 11 estabelecimentos em Mogi das Cruzes foram vistoriados. Em ao menos três deles foram identificadas garrafas com indícios de falsificação, como selos irregulares, tampas sobrepostas e ausência de contrarrótulo nacional.
No total, 170 garrafas de bebidas alcoólicas foram apreendidas, entre vodkas, uísques, licores e cachaças de marcas famosas. O material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para análise pericial.
Em Poá, outros dois estabelecimentos também foram alvos de fiscalização. Em ambos, os proprietários não conseguiram comprovar a origem legal das bebidas, que foram apreendidas por suspeita de falsificação e crime contra o consumidor.
Na cidade de Itaquaquecetuba, uma adega, popular na região, foi autuada após a descoberta de produtos vencidos, sem nota fiscal e garrafas sem identificação.
A Polícia Civil informou que os responsáveis pelos comércios investigados podem responder por crime contra a saúde pública, falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de infrações ao Código de Defesa do Consumidor.


