Motorista embrigado que matou homem em SP tem liberdade provisória cedida
Decisão ocorreu nesta segunda-feira (19); Justiça afirmou que a liberdade provisória foi subordinada mediante o cumprimento de medidas cautelares

Após passar por uma audiência de custódia, nesta segunda-feira (19), Jean Henrique Pimentel Alves, de 24 anos, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça de São Paulo. O jovem foi preso ao dirigir embriagado e matar um homem e ferir gravemente outras duas pessoas, na madrugada de segunda-feira (19), na Avenida Imperador, em Itaquera, na zona leste da capital paulista.
Em nota, o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), afirmou que a liberdade provisória foi subordinada mediante o cumprimento de medidas cautelares. Veja quais:
- Comparecimento mensal em Juízo para informar e justificar suas atividades;
- Obrigação de manter o endereço atualizado junto ao juízo competente;
- Proibição de ausentar-se da Comarca de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação ao juízo.
Também foi determinada a prestação de fiança no valor de cinco salários-mínimos (R$ 8.105,00), além da suspensão do direito do dirigir, até contraordem.
O caso
O homem, de 24 anos, foi preso em flagrante após matar um homem e ferir gravemente outras duas pessoas ao dirigir embriagado, na madrugada desta segunda-feira (19), na Avenida Imperador, em Itaquera, zona leste de São Paulo.
O condutor do veículo foi identificado como Jean Henrique Pimentel Alves. A vítima era Cosme Conceição Borges, de 42 anos. Reinaldo Santos da Silva, de 34, e outra pessoa, ainda não identificada, também tiveram ferimentos.
Imagens mostram o momento em que ocorre a colisão. É possível ver que o carro derrapa e acerta outros veículos estacionados. Algumas pessoas que viram a cena colocam a mão na cabeça, em gesto de desespero, e outras pedem ajuda.
Veja vídeo abaixo:
Antes de morrer, o homem de 42 anos chegou a ser socorrido ao Hospital Ermelino Matarazzo, mas não resistiu. Um dos atingidos teve fraturas expostas nos braços e nas pernas. O outro, sofreu uma avulsão da perna.
Acompanhe a imagem por outro ângulo:
Depois do acidente, as pessoas que estavam próximas ao local cercaram Jean, que admitiu a infração.
“Eu estou errado, eu estou errado”, diz ele em um vídeo gravado. Veja:
Quando a PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo) chegou ao local, o motorista ainda estava contido fisicamente e os agentes tiveram que dispersar a aglomeração para preservar a sua integridade física.
De acordo com o boletim de ocorrência, Jean relatou à Polícia que trafegava no sentido correta da via quando uma motocicleta tentou atravessar no sentido oposto, o que teria ocasionado o acidente, segundo a versão dele.
Ainda em seu depoimento, o motorista afirma que as agressões se iniciaram logo no momento em que deixou o veículo. Questionado, ele negou que a briga tenha sido por conta de uma possível tentativa de fuga. Durante o relato, Jean admitiu ter consumido gin antes de dirigir e que teria saído com uma mulher naquela noite.
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Já o proprietário da moto, identificado como Hélio, desmentiu a versão para os PMs no local, ele afirmou que seu veículo estava estacionado e diz que na hora do acidente consumia bebida alcoólica, mas que não era ele que iria pilotar a moto.
O teste do bafômetro de Jean resultou positivo, com 0,5 mg/L de álcool. Ele foi preso e está à disposição da Justiça.
O caso foi registrado como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com agravante de conduzir o veículo sob a influência de álcool, no 63° DP (Vila Jacuí).
À CNN Brasil, a defesa de Jean manifestou "solidariedade às vítimas e seus familiares" e informou que o motorista responde o processo em liberdade.
"Informa-se que o Poder Judiciário, em estrita observância aos preceitos legais e às garantias constitucionais, assegurou ao Sr. Jean Henrique o direito de responder ao processo em liberdade, reconhecendo o preenchimento de todos os requisitos para tal. O assistido mantém postura de total e voluntária colaboração com as autoridades, permanecendo à disposição para todos os atos investigatórios e processuais", reforçaram em nota.
*Sob supervisão de Tonny Aranha


