Mulher que bebeu no "Ministrão" relatou ter passado mal antes de ir ao bar
Laudo médico aponta que Radharani Dasi Domingos disse que o mal-estar se iniciou na quinta-feira (18), um dia antes dela ir ao estabelecimento em São Paulo

Radharani Dasi Domingos, de 43 anos de idade - que ficou cega após supostamente consumir bebidas alcoólicas no bar "Ministrão" - relatou no hospital que o mal-estar iniciou na quinta-feira (18 de setembro), um dia antes de sua ida ao estabelecimento, na sexta-feira (19 de setembro).
De acordo com o que foi relatado pelo laudo médico, a mulher começou a passar mal na quinta-feira (18 de setembro), mas só deu entrada no hospital no sábado (20 de setembro), após ter bebido três caipirinhas no bar.
Segundo o documento que a CNN Brasil teve acesso, o quadro da paciente iniciou com "mal-estar, náusea e tontura". Na sexta-feira (19), ela afirma que se sentiu melhor, mas piorou à noite, quando começou a vomitar. No sábado (20), ela começou a ter problemas de visão.
O quadro clínico de Radharani evoluiu para uma suspeita de intoxicação exógena por metanol e a paciente apresentou Amaurose bilateral (cegueira). A oftalmologia constatou a ausência de percepção luminosa bilateral e disco óptico pálido (palidez do nervo óptico).
À CNN Brasil, a irmã de Radharani Dasi Domingos, informou que a mulher teria acordado se sentindo mal na quinta-feira, dia 18 de setembro, após passar uma semana com o marido que estava gripado.
Já na sexta-feira, dia 19 de setembro, ela relatou estar se sentindo melhor. Segundo a irmã, imagens de câmeras de segurança comprovam que Radharani não saiu na quinta-feira (18) e não bebeu em outro local na sexta-feira (19).
Ministrão
O Ministrão Bar, localizado nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, reabriu na última sexta-feira (17 de outubro), após ter sido interditado pela Vigilância Sanitária no dia 30 de setembro, durante fiscalização dos casos de metanol.
As apurações tiveram início após uma mulher de 43 anos, que está cega, relatar ter consumido três caipirinhas no bar antes de passar mal.
Na época, o estabelecimento informou que todas as bebidas comercializadas foram adquiridas de fornecedores oficiais, com nota fiscal e procedência garantida, provenientes de grandes distribuidoras reconhecidas no mercado.
Segundo a defesa do Ministrão, o pedido de reabertura já havia sido feito 10 dias atrás. Na quarta-feira (15), a Vigilância Sanitária emitiu um termo de desinterdição, mas devido a ausência de funcionários e limpeza do espaço, o estabelecimento só reabriu nesta sexta-feira (17).
Ainda de acordo com a defesa, as notas fiscais foram apresentadas à Vigilância e à Polícia Civil, que levaram em consideração o fato que de os laudos da distribuidora (GRF), saíram e foram negativos. Um inquérito policial ainda está em aberto.
A SMS (Secretaria Municipal da Saúde), por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), informou que está mantida a proibição no local da comercialização de bebidas destiladas até a conclusão dos laudos periciais.
*Sob supervisão de AR.

