Polícia investiga abuso sexual contra criança no Palmeiras

Menina relatou para mãe que homem tocou suas partes íntimas; suspeito a chamou para o banheiro masculino oferecendo pipoca

Julia Naspolini, da CNN Brasil*, Adriana De Luca, da CNN Brasil, São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo investiga um estupro de vulnerável que teria ocorrido nesta quarta-feira (10), nas dependências do clube Palmeiras, em Perdizes, zona oeste da capital paulista.

Um homem teria estuprado uma criança de 4 anos dentro de um dos banheiros do clube.

A mãe da vítima relatou o abuso à polícia, depois de encontrar uma secreção na parte íntima de sua filha em casa. 

Segundo o relato da mãe à polícia, por volta das 16h30 de quarta-feira (10), ela notou um desaparecimento breve de sua filha.

Logo em seguida, ela teria retornado para mãe, vindo em direção do banheiro masculino, dizendo: "é segredo, é segredo". A criança teria dito que um homem denominado de "vovô" a chamou para o banheiro oferecendo pipoca. 

Ao chegar em casa e dar banho na menina, a mãe notou uma secreção na parte íntima dela. Quando questionou o que havia acontecido, a criança respondeu que "vovô" havia tocado suas partes íntimas. 

O suspeito seria avô de um amigo de escola do irmão da vítima, não tendo contato próximo, mas frequentando locais em comum.

Após a isso, a mãe voltou ao clube com a criança, onde a mesma recebeu atendimento no departamento médico. O laudo do exame físico, realizado no clube, constatou a presença de secreção próxima a uretra e na região íntima.

A mãe da vítima registrou o caso na 4ª DDM (Norte) e também acionou a Polícia Militar. Após o registro, foi solicitado um exame do IML (Insituto Médico-Legal) para a criança. 

O caso é investigado pela 3ª DDM (Oeste), que busca localizar o suspeito. 

O Palmeiras informou que a mãe e a criança foram prontamente acolhidas no local, e que um médico do Clube atendeu a vítima.

Em nota, ainda informaram que todo o material, de imagens do sistema de monitoramento, já foi separado e está à disposição da Justiça.

 A presidente do Clube, Leila Pereira, determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso.

Por outro lado, a defesa do suspeito informou que ele nega integralmente as acusações e que já foi solicitado acesso aos procedimentos para exercer seu direito de defesa e apresentar os devidos esclarecimentos.

Veja a notas na íntegra:

Palmeiras

"Na noite de quarta-feira (10), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.

Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.

Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e está à disposição da Justiça. Não procede a informação de que policiais militares tiveram o acesso negado à sede social.

Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.

O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos."

Defesa do suspeito

Em razão de notícias veiculadas desde o último dia 11 a respeito de supostos fatos ocorridos no clube social do Palmeiras, a defesa informa que o associado – que terá sua identidade preservada – somente tomou conhecimento das acusações que lhe foram imputadas após a divulgação de uma nota oficial pela Sociedade Esportiva Palmeiras e da posterior repercussão do caso na imprensa.

Por meio de seus advogados, o associado nega integralmente as acusações e destaca que já requereu acesso aos procedimentos instaurados para exercer plenamente seu direito de defesa e apresentar os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.

A defesa esclarece, ainda, que os procedimentos em questão tramitam sob sigilo e ressalta que eventual divulgação indevida de informações pessoais ou de dados protegidos será objeto das medidas judiciais cabíveis.

Os advogados reafirmam sua confiança nas instituições e no regular andamento das investigações, destacando que o associado permanece à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos.

Após ter acesso integral aos elementos constantes dos procedimentos, o associado se manifestará oportunamente nos autos.

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