Adolescente que fez ataque em escola no RS agiu sozinho, diz polícia
Investigação concluiu que adolescente nutria admiração por criminosos

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito sobre o ataque com faca a uma escola de Estação, no Norte Gaúcho, que deixou uma criança morta e cinco pessoas feridas, no dia 10 de julho. O adolescente de 16 anos, autor do ataque, foi responsabilizado pela prática de atos infracionais análogos a um homicídio qualificado consumado e a 39 tentativas de homicídio ocorridas no local.
A investigação concluiu que o ato foi praticado de forma isolada, “sem a participação de terceiros, sendo uma iniciativa exclusiva do próprio autor”.
O adolescente, de acordo com o delegado Jorge Fracaro Pierezan, nutria admiração por criminosos que cometem crimes dessa natureza. Além disso, ele não tinha histórico de violência ou problemas de relacionamento na outra escola do município onde estudava. A Escola Maria Nascimento Giacomazzi teria sido escolhida pela facilidade de cometer o crime, já que se tratavam de crianças.
O adolescente fazia acompanhamento psiquiátrico, mas não tem diagnóstico.
Conforme o delegado, por ser menor de idade, a pena máxima de internação é de 3 anos. O caso será encaminhado ao Ministério Público.
As aulas na escola Maria Nascimento Giacomazzi retornaram nesta quinta-feira (17). O local estava fechado desde o dia do ataque.
Relembre o caso
Um adolescente de 16 anos atacou com faca crianças em uma escola de Estação (RS), na manhã de terça-feira (8).
Conforme informações da Brigada Militar, o jovem era conhecido de professores e equipes que trabalhavam na escola e chegou ao local afirmando que iria entregar um currículo. Após entrar, solicitou ir ao banheiro e invadiu uma sala do terceiro ano do ensino fundamental, onde atacou as crianças.
Vitor André Kungel Gambirazi, de 9 anos, morreu. Além disso, uma menina de 8 anos e uma professora de 34 anos ficaram feridas. A criança precisou passar por cirurgia. Outras três crianças tiveram ferimentos leves.
O adolescente teria sido contido por populares até ser apreendido pela Brigada Militar.
A Justiça do Rio Grande do Sul determinou a internação provisória do adolescente, que tem duração de 45 dias, conforme estabelece o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Além disso, o MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) pediu à Justiça que o adolescente seja responsabilizado pelos atos infracionais análogos aos crimes de homicídio e tentativas de homicídio.


