Neto confessa para polícia ter assassinado avó em Porto Alegre

Jovem era responsável por cuidar dos avós; crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira (22), no bairro Bom Jesus

Julia Naspolini, da CNN Brasil*, São Paulo
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Um jovem, de 26 anos, confessou ter assassinado sua avó, de 72 anos, nesta sexta-feira (22), em casa, no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. 

O neto era o responsável por cuidar dos avós, e a teria matado por causa de suas "perturbações constantes". 

A Polícia Civil informou que foi acionada na manhã de sexta para atender uma situação de feminicídio

De acordo com as informações preliminares, o suspeito teria sufocado sua avó, na madrugada, em razão das "suas perturbações constantes", como quedas, "fugas" e gritos. Os avós eram lúcidos mas tinham a saúde debilitada, e por isso precisavam da ajuda do neto.

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Durante a manhã, o investigado se apresentou espontaneamente e confessou o crime para a Polícia, sendo preso em flagrante. Segundo a corporação, não há registros anteriores de maus tratos ou informação sobre brigas.

Após audiência de custódia, o homem foi solto. Ele recebeu liberdade condicional e terá que cumprir medidas como uso de tornozeleira, determinação de não se aproximar do avô e de não retornar à casa em que morava até que os fatos sejam devidamente esclarecidos e comprovação de que deu início a tratamento psicológico.

O caso segue em investigação pela 2ª DEAM de Porto Alegre.

Em nota, a defesa do homem afirma que o homem "amava os avós" e que o fato será "melhor esclarecido em momento oportuno". Veja nota abaixo: 

“A Defesa, Dra. Raquel Prates e Dra. Thamires Folis, entendem que foi uma decisão coerente em respeito ao processo penal. A prisão é a última alternativa.

Embora as investigações ainda estejam em andamento, a Defesa é segura ao afirmar que não há se falar em feminicídio. Fato este que será melhor esclarecido em momento oportuno. Henrique amava seus avós, parou sua vida por 5 anos para dedicar sua vida aos seus cuidados! É querido pelos vizinhos e pelos próprios familiares, os quais contrataram a sua Defesa, pois sabem da sua índole. Assim sendo, apesar da gravidade dos fatos, a Defesa pretende conduzir o caso com todo o cuidado que este demanda. A nós, não cabe fazer um juízo de valor, mas, atuar com técnica para assegurar os direitos processuais do acusado”.

Sob supervisão de Manuella Dal Mas*