Pai e filho são presos suspeitos de matar mulher e fingir acidente de carro
Veículo da vítima foi encontrado submerso em rio na divisa entre entre São Carlos e Palmitos (SC) após cair de uma ponte

Um homem de 30 anos e o pai dele, de 53 anos, foram presos pela Polícia Civil de Santa Catarina na investigação que apura a morte de uma jovem de 24 anos. O caso, que ocorreu na divisa entre entre São Carlos e Palmitos, foi inicialmente registrado como acidente de trânsito.
O carro da vítima foi encontrado submerso no Rio Barra Grande, em 21 de julho, após cair de uma ponte. O corpo da jovem estava fora do veículo, às margens do rio.
Durante a investigação da Polícia Civil, a perícia apontou que a causa da morte da mulher foi asfixia e que as lesões apresentadas eram incompatíveis com o acidente de trânsito.
Segundo a polícia, o cruzamento de dados e o rastreamento do trajeto dos automóveis envolvidos apontaram que o local do acidente foi simulado para encobrir a prática de feminicídio.
De acordo com os elementos colhidos no inquérito policial, o crime foi praticado pelo companheiro da vítima, o homem de 30 anos, após uma discussão na residência do casal, no município de Xaxim.
Com o auxílio do pai dele, o investigado transportou o corpo até o limite municipal de São Carlos e lançou o automóvel no rio.
O homem chegou a procurar a polícia, poucas horas antes do veículo ser encontrado, e registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento da esposa. Em depoimento, ele disse que, no dia anterior, a vítima teria demonstrado comportamento agressivo e dito que "tiraria a própria vida e a dos filhos".
Além das prisões, a polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão. Os suspeitas foram conduzidos à delegacia para interrogatório e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição do Justiça.
O casal tem filhos menores de idade, que ficaram sob os cuidados da avó paterna.
A investigação prossegue com o levantamento de provas e a instrução do inquérito policial para a conclusão dos procedimentos e o devido indiciamento dos envolvidos pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.


