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    “Temos que acabar com a impunidade”, diz secretário da PM sobre ladrões de Copacabana

    Coronel Luíz Henrique Marinho Pires fala sobre a alta taxa de reincidência criminal na cidade

    Bruno LaforéRafaela Cascardoda CNN

    Em entrevista à CNN, nesta quarta-feira (6), o secretário de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, Coronel Luíz Henrique Marinho Pires, comentou a escalada de violência na zona sul do Rio e ponderou que a atuação de moradores como “justiceiros” não é a melhor saída para o problema.

    “Temos que acabar com a impunidade, de prender e, agora mesmo, estar solto. Temos que cobrar essa questão, não buscar justiça com as próprias mãos”, disse o secretário.

    De acordo com a PM do Rio, a região de Copacabana possui aproximadamente 25% de reincidência criminal em casos de roubos e furtos. Isso significa que, a cada 4 criminosos presos por esses crimes, um deles é reincidente.

    O caminho para uma solução definitiva, segundo o Coronel, é proporcionar a integração dos órgãos responsáveis e discutir a questão da reincidência e a impunidade dos criminosos.

    “A gente vem investindo em recursos, tecnologia, monitoramento, inteligência, capacitando os homens para gente trabalhar de forma mais objetiva”, diz o secretário.

    “Não é aceitável que menores, sem nenhum tipo de recurso, provoque esse tipo de baderna na região de Copacabana. Estamos fazendo diariamente abordagens, conduções para delegacia e encaminhamento para o conselho tutelar“, relatou o líder da PM no estado.

    “Justiceiros” de Copacabana

    Moradores têm combinado estratégias nas redes sociais, prevendo até o uso de armas brancas, para caçar e enfrentar possíveis assaltantes nas ruas do bairro. A atitude é questionada pelo secretário da Polícia Militar.

    “Não é o caminho, não é isso que tem que ser feito, nós não concordamos. Precisamos entender o que está acontecendo e resolver.”, afirmo o coronel.

    A mobilização da população acontece após uma sequência de crimes na região.

    No último sábado (2), um homem foi agredido e teve seus pertences roubados por criminosos, ele foi nocauteado após tentar ajudar uma vítima de arrastão.

    Na terça (28), um prestador de serviço da Polícia Federal sofreu agressões após ter reagido a um assalto na Avenida Beira-Mar. O jovem teve morte cerebral.

    O secretário enfatizou a importância da ajuda dos cidadãos nesse momento, mas recomendou que as pessoas colaborem “ com informação, com ligação para o 190 e compartilhamento de imagens”.