Unicef vê com preocupação adoção de ensino domiciliar no Brasil

Em entrevista à CNN, Mônica Dias Pinto, chefe de Educação da Unicef no Brasil, pontuou que é preciso trabalho conjunto entre escola, comunidade e famílias

Tiago Tortellada CNNIsabella Galvãoda CNN*

em São Paulo

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Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (19), Mônica Dias Pinto, chefe de Educação do Unicef no Brasil, afirmou que o órgão da ONU “vê com preocupação” o projeto de lei (PL) que foi aprovado na Câmara dos Deputados sobre autorização para “homeschooling”, o ensino domiciliar. O projeto agora segue para o Senado.

“A Constituição diz que educação é um direito de todos e um dever de família e Estado”, afirmou Mônica, complementando que “a escola é o local que, em parceria com a comunidade, tem a atribuição de educar as crianças para a vida em sociedade, preparação para o mundo do trabalho”.

Em outro momento da entrevista, a chefe de Educação do Unicef no Brasil, destacou também que a preocupação se deve porque “é a instituição escola que tem essa competência técnica, em diálogo com as famílias, para o desenvolvimento pleno, cognitivo, emocional das crianças e adolescente”.

Ela argumentou que há indicadores de perda de aprendizagem – mesmo com orientações de atividades pela maioria das instituições de ensino -, problemas com saúde mental, sofrimento e até violência doméstica durante o período da pandemia, no qual as atividades tiveram de ser realizadas de maneira remota.

Mônica disse ainda que houve temeridade (imprudência) com a demora para que todas as crianças voltassem às aulas presenciais, adicionando que “precisamos garantir que todas as crianças, de fato, permaneçam na escola”.

Durante a entrevista, ela também informou que o Unicef publicará uma nota técnica “estabelecendo essas informações que são essenciais para que a população e os legisladores façam uma reflexão responsável sobre o momento em que vivemos”.

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