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    Vídeo: adolescente é agredido por GCM ao recusar sair de brinquedo em Alagoas

    Polícia Civil do estado abriu inquérito policial para apurar crime de lesão corporal contra menor de idade

    Rafael SaldanhaDayres Vitoriada CNN*

    Um adolescente de 14 anos foi agredido por um agente da Guarda Civil Municipal de Olho d’Água das Flores, em Alagoas, após se recusar a sair de um brinquedo em um parque de diversões, na tarde desta quarta-feira (5).

    Em um vídeo que circula nas redes sociais, dois guardas abordam o menor de idade, que resiste dentro da atração. Um dos guardas agarra o menino, puxa-o pelos pés, joga-o no chão e chuta o adolescente nas costas.

    O jovem é estudante da rede pública de ensino do município.

    A Polícia Civil do estado abriu um inquérito policial para apurar crime de lesão corporal.

    Segundo o delegado responsável pelo caso, Diego Nunes, houve uma discussão no local entre o diretor da escola e o aluno, porque a criança estaria se negando a se retirar de um brinquedo do parque. Em seguida, o diretor acionou a Guarda Civil para ajudar na retirada.

    O delegado Nunes afirma que o guarda municipal alegou ter agido em legítima defesa, após ser agredido pelo adolescente.

    O jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização do exame de corpo de delito.

    Em nota, a Prefeitura de Olho d’Água das Flores afirmou estar indignada com o “ato de violência física” desta quarta-feira (6). Leia na íntegra:

    A Prefeitura de Olho d’Água das Flores vem a público expressar sua indignação diante do ato de violência física ocorrido nesta quarta-feira, contra um aluno do município, durante visita ao parque de diversões.

    O Governo Municipal deixa claro que não tolera qualquer forma de agressão, verbal ou física, em especial quando praticada por agentes da guarda municipal, à quem cabe o mais importante dever social, que é o de cuidar e proteger.

    Vale ressaltar que, agressão, seja física, moral ou verbal, é sempre um ato repudiável, não importando qual seja a razão. Informamos que as providências cabíveis já estão sendo tomadas contra o agente.

    Continuaremos lutando para que tenhamos escolas livres da violência e um ensino público mais justo, humano e igualitário. Em tempo, nos solidarizamos com a vitima, bem como seus familiares e amigos.