Zema decreta estado de calamidade pública em MG para combater coronavírus

Segundo o governador de Minas Gerais, as restrições impostas pelo governo valem até 10 de abril

Compartilhar matéria
https://www.youtube.com/watch?v=b_L3loaNcZQ

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou em entrevista exclusiva à CNN nesta sexta-feira (20) que decretou estado de calamidade pública devido ao impacto da pandemia do novo coronavírus (COVID-19).  

"A partir de segunda, [o estado] terá medidas muito mais restritivas e que estavam limitadas à região metropolitana de Belo Horizonte”, disse Zema. 

Segundo Zema, as restrições impostas pelo governo valem até 10 de abril. As medidas incluem o fechamento de todas as escolas públicas e particulares e a interrupção do transporte coletivo por terra, seja por ônibus, seja por trem. “Minas só aceitará pessoas usando o transporte individual”, afirmou. 

Deverão ser estendidas para todo o estado medidas como a proibição de reuniões e eventos com mais de 30 pessoas, assim como o fechamento de todo o comércio, com exceção de supermercados e farmácias. 

Zema declarou que a “situação é muito grave” e exige a união de todos os poderes. Diferentemente dos governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio, Wilson Witzel (PSC), o mineiro evitou criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na resposta à pandemia. 

"O governo federal já está fazendo bastante e sempre vai haver esse dilema: alguém querendo mais e alguém dizendo que não tem tanto para fornecer”, disse Zema.  

À CNN, Witzel declarou que o governo federal não entendeu a gravidade da pandemia. Doria afirmou que os governadores fazem "o que ele [Bolsonaro] não faz (...), tomando as atitudes necessárias".

Mais cedo, o governo de Minas informou que o estado tem 38 casos confirmados do novo coronavírus, sendo 20 deles em Belo Horizonte. Outros 4.084 estão sob investigação.  

Venda de álcool líquido

Zema também disse à CNN que o estado autorizou a venda de álcool líquido 70% para substituir o uso do álcool gel, já que o produto está escasso nas farmácias e supermercados. 

"O produto poderá ser usado no lugar do álcool gel e terá preço inferior”, afirmou o governador. “Em um, dois dias, redes de supermercados e farmácias terão o produto.”