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    Colapso em mina: Igreja é último imóvel a ser interditado na área de risco

    Após celebração, espaço foi fechado neste domingo (03), por ordem judicial. Com a ampliação da região crítica, 5.156 pessoas devem deixar suas casas.

    Igreja é interditada no bairro Pinheiro por riscos danos
    Igreja é interditada no bairro Pinheiro por riscos danos Reprodução / Wellington Santos

    Guilherme Gamada CNN*

    A Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió (AL), foi interditada pela Defesa Civil do município, na tarde deste domingo (03). O imóvel era o único que permanecia ocupado na região de alto risco de colapso. Segundo a Defesa Civil, o espaço religioso havia sido comunicado que estava na região que poderia ser impactada pelo colapso da mina 18, operada pela petroquimica Braskem, e deveria ser evacuado. Contudo as ativdades continuaram acontecendo.

    Além da igreja Batista, outros 22 imóveis não haviam sido desocupados e foi necessária ação judicial para que se cumprisse a determinação da evacuação total da area. Ao todo, desde o final de 2019 foram esvaziados 14 mil propriedades.

    Com a decisão judicial de que a região é de alto risco, até ultima sexta-feira (1º), os 22 dos imóveis foram desocupados — restando apenas a igreja localizada na rua Miguel Palmeira, no bairro do Pinheiro.

    O líder da denominação religiosa. o pastor Wellington Santos disse à CNN que a igreja não corre risco, que pretende recorrer para voltar as celebrações.

    “Levamos um golpe, estamos baqueados, mas não vencidos. Amanhã passaremos a fazer medidas judiciais para reaver o direito de reocupar nosso espaço”, afirmou o pastor que foi obrigado a interditar o imóvel após a celebração da manhã de domingo (03).

    Ainda de acordo com o pastor Wellington, somente neste domingo foi comunicado sobre a obrigatoriedade de deixar o espaço e vistorias anteriores da averiguaram não haver comprometimento da estrutura. Após negociação a igreja foi interditada, segundo o pastor, em caráter provisório.

    “Concluímos o culto, deixamos o espaço e vamos continuar mobilizados para requerer nosso direito de permanecer no nosso território. Os cidadãos e cidadãs que foram prejudicados tiveram seus sonhos, suas memórias, suas histórias destruídas e jogadas ao chão ou escavadas no chão”, afirma o líder religioso.

     

    Ampliação área de risco

    A Defesa Civil municipal atualizou o mapa de risco do afundamento dos bairros da capital alagoana. Com o novo estudo detectou-se uma maior região que pode ser afetada pelo colapso da mina e os mais imóveis serão realocados gradativamente. A estimativa da prefeitura é que  5.156 pessoas sejam impactadas.

    Até o fim da tarde de domingo, o deslocamento vertical acumulado da mina é de 1,70 metro e a velocidade vertical reduziu para 0,3 cm por hora. O chão desceu 7,4 cm nas últimas 24h. O órgão mantém a região em alerta máximo.

    *sob supervisão de Elis Franco