María Corina diz que "apoio" dos EUA a ajudou a sair da Venezuela
"Não posso dar detalhes, porque são pessoas que poderiam ser prejudicadas", disse opositora venezuelana sobre aqueles que a ajudaram a viajar

María Corina Machado disse ter recebido "apoio" dos Estados Unidos para viajar à Noruega e receber o Prêmio Nobel da Paz nesta semana, mas se recusou a dar mais detalhes.
Questionada sobre as circunstâncias em que deixou a Venezuela e se recebeu ajuda das autoridades americanas, a líder da oposição respondeu: "Sim, recebemos apoio do governo dos Estados Unidos."
"Não posso dar detalhes, porque são pessoas que poderiam ser prejudicadas", disse Machado sobre aqueles que a ajudaram a viajar.
"Certamente, o regime teria feito de tudo para me impedir de vir. Eles não sabiam onde eu estava escondida na Venezuela, então foi difícil para eles me deterem", completou.
Anteriormente, um representante do comitê do Nobel disse que Machado havia "passado por bastante pressão" para chegar a Oslo.
Na quarta-feira (10), o Wall Street Journal publicou que a opositora venezuelana deixou o país de barco, na terça-feira (9), e viajou para a ilha caribenha de Curaçao.
María Corina não chegou a tempo da cerimônia de entrega do prêmio, que foi recebido por sua filha, Ana Corina Sosa.
Em discurso lido pela filha, María Corina afirmou que as democracias "precisam estar preparadas para lutar pela liberdade para sobreviver".
A líder da oposição venezuelana afirmou que o prêmio tem um significado profundo, não apenas para seu país, mas para o mundo.
"Ele lembra ao mundo que a democracia é essencial para a paz", afirmou ela por meio da filha, Ana Corina Sosa Machado.
"E, acima de tudo, o que nós, venezuelanos, podemos oferecer ao mundo é a lição forjada nesta longa e difícil jornada: que para termos uma democracia, precisamos estar dispostos a lutar pela liberdade", acrescentou.


