Bolsonaro volta a chamar medidas contra coronavírus de histeria


Da CNN Brasil, em São Paulo
17 de março de 2020 às 15:06 | Atualizado 17 de março de 2020 às 15:42
Bolsonaro voltou chamar de histeria reação ao novo coronavírus

Em entrevista, o presidente Jair Bolsonaro voltou chamar de histeria reação ao novo coronavírus

Foto: Adriano Machado - 16.mar.2020/ Reuters

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar em histeria em relação à pandemia do novo coronavírus, que já infectou mais de 200 pessoas e teve nesta terça-feira (17) a primeira morte confirmada no país. Bolsonaro afirmou que medidas tomadas pelos governadores contra a doença vão causar "um baque" na economia.

"Olha, a economia estava indo bem... esse vírus trouxe uma certa histeria", disse o presidente nesta terça-feira, em entrevista à Rádio Super Tupi.

No domingo (15), em entrevista à CNN Brasil, o presidente havia usado o mesmo termo para definir a reação ao surto da doença no país. "Quando você proíbe futebol e outras coisas, você parte para uma histeria. Proibir isso ou aquilo não vai conter a expansão", opinou na ocasião.

"Tem alguns governadores, no meu entender, eu posso até estar errado, mas estão tomando medidas que vão prejudicar em muito a nossa economia", argumentou Bolsonaro à Rádio Super Tupi, sem especificar a quem se referia.

Segundo o presidente, as pessoas não vão ficar em casa e vão acabar se juntando em algum lugar.

"Eu vi, não sei se é verdade, que a nossa feira dos nordestinos está proibida de funcionar. Eu não sei, isso é uma histeria, porque o cara não vai na feira do nordestino, ele vai na esquina ali comer um churrasquinho de gato, ou vai em um outro local qualquer e vai se juntar", disse.

"O cara não vai ficar em casa. Então, essa histeria leva a um baque da economia. Alguns comerciantes acabam tendo problemas", acrescentou.

Bolsonaro faz 2º teste

Bolsonaro passou por um novo teste de coronavírus nesta terça-feira (17). Ele já havia passado pelo exame na semana passada, e, segundo o próprio presidente publicou em suas redes sociais, o resultado foi negativo.

Até o momento, ao menos 13 integrantes da comitiva que esteve com o presidente aos Estados Unidos tiveram resultado positivo para o COVID-19. 

(Com informações da Reuters)