Maia afirma que governo 'já deveria ter fechado fronteiras' contra coronavírus


Da CNN Brasil, em São Paulo
17 de março de 2020 às 16:18 | Atualizado 17 de março de 2020 às 17:16
 
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (19) em Brasília que o governo federal já deveria ter fechado as fronteiras, restringido voos internacionais e o movimento de pessoas no Rio de Janeiro e São Paulo para conter o novo coronavírus (COVID-19).

Mais cedo, foi confirmada a primeira morte por COVID-19 no Brasil. De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, há 234 casos confirmados da doença.

"Não podemos, pela questão econômica, ter um problema ainda maior de saúde pública", disse. Ele demonstrou preocupação com a aceleração do crescimento no número de casos no Rio de Janeiro. "Principalmente em comunidades, você tem casas de tamanho pequeno com cinco, seis pessoas. Não há condição de isolar essas pessoas".

No entanto, ele ressaltou que quem comanda a situação é o poder Executivo. Nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar a escala da pandemia e chamar medidas de "histeria".

"O cara não vai ficar em casa. Então, essa histeria leva a um baque da economia. Alguns comerciantes acabam tendo problemas", disse Bolsonaro em entrevista à rádio Super Tupi.

Rodrigo Maia anunciou que os deputados poderão, a partir da semana que vem, votar pautas à distância, a partir de um aplicativo, e que terão prioridade as pautas ligadas à contenção da COVID-19. "Fundeb, a gente pode votar daqui a algumas semanas. Preferencialmente, [propostas ligadas ao] coronavírus", disse.

Ele declarou que a Câmara está disposta a trabalhar em conjunto com todos os poderes. "Esquece briga. Vamos deixar o conflito político para depois".

Maia ainda disse que, neste momento, o mais importante é ter calma. "Até certa idade, o risco [da doença] é muito pequeno. O que precisamos é cuidar dos idosos e divulgar a informação para sociedade cuidar daqueles que estão sob maior risco. A Câmara trabalhará nessa linha". 

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