'Não me aproximei de ninguém a menos de dois metros', afirma Heleno


Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
18 de março de 2020 às 11:16 | Atualizado 18 de março de 2020 às 11:47

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou à CNN Brasil que não se aproximou de ninguém a menos de dois metros de distância, como medida que já vinha adotando contra o coronavírus. Heleno tem 72 anos e está no grupo de risco. Ele é o primeiro ministro diagnosticado com o coronavírus

A equipe do GSI trabalha em uma sala no segundo andar do Palácio do Planalto, no mesmo corredor onde funciona o gabinete do secretário de comunicação, Fábio Wajngarten, o primeiro aliado próximo do presidente Jair Bolsonaro a confirmar a contaminação pelo coronavírus. Heleno também foi parte da comitiva presidencial que esteve nos Estados Unidos. Apesar disso, o primeiro exame que ele fez deu negativo. 

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Nessa terça-feira (17), o ministro foi submetido a um novo exame por equipe do Hospital das Forças Armadas (HFA). O resultado, divulgado nesta quarta, dessa vez, foi positivo. Agora, ele aguarda a contraprova feita pela FioCruz. 

Após a divulgação do resultado, o ministro publicou que não iria atender telefonemas mas, por mensagem no celular, afirmou à coluna que vinha passando 90% do tempo na sala dele, no quarto andar do Palácio do Planalto. 

"Já foi estabelecido que aqueles que estão assintomáticos não farão exames e sim ficarão em observação", afirmou Augusto Heleno. Ele também chamou atenção para o papel da imprensa neste momento. "A imprensa tem papel importante na reação da sociedade. Tem que noticiar sem provocar pânico", disse.

Pedi ao ministro para que o teor das mensagens fosse divulgado ao público. Como afirmou pelas redes sociais, Augusto Heleno segue isolado e sem sintomas em casa.

Funcionários próximos do ministro Augusto Heleno nem foram trabalhar hoje. Eles também negam que algum funcionário do gabinete esteja com sintomas.

Nesta semana, a Secretaria Geral da Presidência publicou regras para os servidores da administração pública federal. Funcionarios com mais de 60 anos, ou com problemas de saúde que elevem a vulnerabilidade deles, devem se recolher em casa. Entre outras medidas, casais que trabalhem no governo federal poderão reversar para não deixar os filhos, ou pessoas sob sua responsabilidade, sozinhos em casa.