Deputados divergem sobre indicação de Weintraub para Banco Mundial

Os deputados federais Kim Kataguiri e Bibo Nunes debateram na CNN neste sábado (20)

Da CNN, em São Paulo
20 de junho de 2020 às 15:42 | Atualizado 20 de junho de 2020 às 17:21

No mesmo dia em que foi publicada a exoneração de Abraham Weintraub do Ministério da Educação, os deputados federais Kim Kataguiri (DEM-SP) e Bibo Nunes (PSL-RS) debateram na CNN sobre a ida do ex-ministro para o Banco Mundial e os impactos da prisão de Fabrício Queiroz no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). 

Nunes iniciou sua fala afirmando que era "muito exagerado" dizer que Weintraub saiu do país como "fugitivo", como opositores alegam. "Ele está indo para o Banco Mundial como diretor-executivo, nomeado pelo governo brasileiro dentro da lei. Os urubus de plantão, aquela oposição contra tudo e a favor de nada, vem criticar", disse o deputado, afirmando que o ex-ministro tem competência para o cargo por ter cheafiado o Banco Votorantim.

Kataguiri rebateu o colega, criticando a atuação de Weintrub na Educação. "É uma verdadeira tragédia até agora não termos um plano nacional para o desenvolvimento da educação básica, que é a principal deficiência da educação brasileira", disse. "Não me interessa muito a razão pela qual Abraham Weintraub foi exonerado, espero que dessa vez seja substitúido por alguém capaz", completou.

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Questionados se a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), impactará na governabilidade de Bolsonaro, os deputados novamente divergiram. 

Para Kataguiri, está clara a ligação de Bolsonaro com o ex-assessor de seu filho. "Infelizmente o que vemos agora na base bolsonarista é uma relativização da corrupção. Para mim não interessa se a corrupção vem do PT ou do Bolsonaro. 'Rachadinha todo mundo fazia', e por isso está ok? Isso vai de encontro a um discurso falso de combate à corrupção, que infelizmente nunca existiu."

Nunes discordou de uma possível ligação de Queiroz com o presidente da República. "A prisão de Fabrício Queiroz não atrapalha em nada o governo. Prendeu um suspeito, que já poderiam ter prendido há muito tempo se quisessem. Qual polícia não o teria encontrado? Ele não estava foragido, estava na casa do advogado, perto do hospital", rebateu.