Wilson Witzel é diagnosticado com inflamação na próstata


Da CNN
29 de agosto de 2020 às 18:13

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), passou mal na manhã deste sábado (29). Após exames em um hospital da Zona Sul, foi constatada uma inflamação na próstata. Depois de liberado, ele voltou para o Palácio das Laranjeiras, onde mora. 

Na sexta-feira (28), o ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu pelo afastamento de Witzel em meio a uma investigação sobre irregularidades na área da Saúde.

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O órgão também mandou prender o presidente do PSC, Pastor Everaldo que, segundo relato de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Rio, teria recebido R$ 15 mil em espécie de Witzel.

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Os policiais federais cumpriram 16 mandados de prisão – 6 preventivas e 10 temporárias – e 82 mandados de busca e apreensão nessa sexta-feira (28).

O STJ determinou a prisão preventiva do empresário Mário Peixoto, Alessandro de Araújo Duarte, Cassiano Luiz da Silva, Juan Elias de Paula, Gothardo Lopes Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda, e Lucas Tristão do Carmo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico.

Além do Pastor Everaldo, o STJ expediu mandados de prisão temporária (de cinco dias, que podem ser prorrogados) para Filipe de Almeira Pereira (filho do presidente do PSC), Laércio de Almeida Pereira, Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso, Edson da Silva Torres, Iran Pires Aguiar, José Carlso Melo, Carlos Frederico Loretti da Silveira, Cláudia Alves França e Roberto Bertholdo.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Palácio Laranjeiras (residência oficial do governador do RJ) e contra a primeira-dama do RJ, Helena Witzel, no Palácio Guanabara (sede do governo do RJ), na residência do vice-governador, na Alerj, além de outros endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais e no Distrito Federal.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), também foi alvo de busca e apreensão um endereço no Uruguai, local onde estaria um dos investigados cuja prisão preventiva foi decretada.

A ação da PF de sexta foi realizada por procuradores do MPF, policiais federais e auditores da Receita Federal.

(Edição: Sinara Peixoto)