Fake news sobre eleições geram mais engajamento que notícias legítimas


Da CNN
12 de novembro de 2020 às 15:21 | Atualizado 12 de novembro de 2020 às 15:53

A três dias das eleições municipais, as fake news sobre o sistema eleitoral brasileiro geram mais engajamento que as notícias de fontes confiáveis, de acordo com o estudo “Desinformação on-line e eleições no Brasil”. A pesquisa foi divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta quinta-feira (12), com apoio da embaixada da Alemanha em Brasília.

O estudo da FGV concluiu que as postagens que desinformam sobre as eleições são cada vez maiores no Facebook e no YouTube. Links com informações falsas ganham força em anos eleitorais, como 2020, mas não deixam de circular em anos em que os brasileiros não vão às urnas.

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Em sete anos, foram identificadas mais de 337 mil publicações que colocavam em dúvida a lisura das eleições brasileiras. No Facebook, esses posts geraram mais de 16 milhões de interações. No YouTube, foram mais de 23 milhões de interações.

No estudo, a FGV também listou quais foram as desinformações mais compartilhadas nas eleições municipais de 2020. A fake news que mais circulou nas redes sociais foi a suposta venda de códigos de segurança das urnas eletrônicas para Venezuela feita pelo Tribunal Superior Eleitoral. Outra informação falsa bastante compartilhada é de um hacker que teria conseguido quebrar a segurança das urnas.

O pesquisador Amaro Grossi, que trabalhou no estudo da FGV, comentou a pesquisa ao analista de política da CNN Leandro Resende. Segundo ele, a quantidade de fake news em período eleitoral se dá em virtude da inação das plataformas em remover o conteúdo que é alegadamente falso. Ele também traçou um paralelo entre a desinformação que circula sobre eleições no Brasil e nos Estados Unidos, pois a maioria das informações falsas vem de sites apócrifos, que escrevem de forma semelhante. 

(Edição: Leonardo Lellis)