SP: Presidente do PSB diz que Boulos tem que procurar França para obter apoio

Márcio França teve 13,64% dos votos no primeiro turno e ficou em terceiro lugar na disputa pela prefeitura de São Paulo

Fernando Molica
Por Fernando Molica, CNN  
16 de novembro de 2020 às 13:27 | Atualizado 16 de novembro de 2020 às 13:32
Guilherme Boulos, candidato à prefeitura de São Paulo
Foto: Marcello Casal Jr. - 28.ago.2018 / Agência Brasil

Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira disse à CNN que um eventual apoio a Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno de São Paulo depende de uma conversa entre os partidos. 

"O Boulos ainda não ligou para o Márcio França. Se quer o nosso apoio, precisa nos procurar", afirmou Siqueira. Candidato do PSB à prefeitura, França teve 13,64% dos votos no primeiro turno.

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Siqueira não quis dizer se é favorável a um acordo com o PSOL. Ressaltou que França, além de ter disputado a prefeitura, é presidente estadual do partido e a decisão tem que passar por ele.

Em 2018, França chegou a ser chamado de "Márcio Cuba" por João Doria (PSDB), adversário dele no segundo turno da eleição para o governo paulista. A troca de sobrenomes tentava caracterizar o candidato do PSB como um integrante da esquerda radical.

De acordo com o presidente do PSB, os partidos de centro-direita foram os grandes vencedores do primeiro turno da eleição nacional. Mesmo assim, ele disse que essas vitórias foram importantes, "pois representaram uma derrota do radicalismo bolsonarista".

Para Siqueira, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) foi o grande derrotado na eleição, e os partidos conservadores que tiveram bons resultados têm compromissos com a democracia.

Na avaliação de Siqueira, alguns resultados de partidos de esquerda em certas capitais representaram um alento. O PSB disputará o segundo turno em três capitais – Recife, Maceió e Rio Branco.

Segundo o presidente do partido, a ida para o segundo turno de candidatos do PSB, PSOL e PCdoB mostra um maior equilíbrio de forças na esquerda, que deixaria, assim, de ter uma posição hegemônica entre esses partidos.