Covas fala em 'política sem ódio' e elege Covid-19 e desemprego como desafios

Prefeito de São Paulo discursou no diretório do PSDB após a confirmação da vitória nas urnas

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
29 de novembro de 2020 às 20:11 | Atualizado 29 de novembro de 2020 às 22:03

 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), discursou na noite deste domingo (29) após ser reeleito para o cargo até dezembro de 2024.

Covas elegeu a crise do novo coronavírus como o "desafio" da gestão que se inicia no dia 1º de janeiro e afirmou que sua gestão terá como "mantra" o combate ao desemprego na capital paulista. 

"Nós temos que fazer da nossa gestão um mantra em busca do emprego, emprego, emprego e oportunidades, sobretudo para os jovens", afirmou o prefeito reeleito.

Covas citou o avô, o ex-prefeito e ex-governador Mário Covas, que falava em conciliar política com ética, honra e mudança e disse que buscou uma campanha sem "ódio".

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"É possível fazer política sem ódio, é possível fazer política falando a verdade", disse o candidato do PSDB.

Bruno Covas afirmou que "São Paulo não quer divisões, não quer o confronto" e defendeu ter feito uma campanha limpa. "Vamos transformar nossas diferenças em consensos. É o momento de união e de diálogo", disse.

Covas agradeceu o adversário Guilherme Boulos (PSOL), com quem disse ter feito "um bom combate". O prefeito reeleito se dirigiu aos eleitores de Boulos e disse que "vai governar para todos". "A partir de amanhã, não existe distrito azul nem distrito vermelho. Existe a cidade de São Paulo", afirmou.

Vice

Bruno Covas falou que iria "prestar uma homenagem" ao vice-prefeito eleito, o vereador Ricardo Nunes (MDB).

Nunes foi criticado ao longo do segundo turno pelo adversário Guilherme Boulos, que tinha em sua candidata a vice, a ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL), um dos seus ativos eleitorais.

"Ele sofreu muito durante essa campanha, mas esteja certo, Ricardo, que a partir de 1º de janeiro nós vamos governar e vamos mostrar quem nós somos e qual é a nossa visão de mundo", disse.