Bolsonaro participa de lançamento do submarino Humaitá em Itaguaí, no RJ

Presidente irá ao evento no Complexo Naval e Industrial de Itaguaí (CNI), no sul do Rio; no sábado, ele participa de formatura na Escola Naval

Paula Martini, da CNN, no Rio de Janeiro
11 de dezembro de 2020 às 09:53 | Atualizado 11 de dezembro de 2020 às 14:05
Marinha faz últimos ajustes no submarino Humaitá no Complexo Naval e Industrial de Itaguaí
Foto: Tomaz Silva - 2.dez.2020/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro participa nesta sexta-feira (11) do lançamento ao mar do submarino Humaitá. O evento acontece no Complexo Naval e Industrial de Itaguaí (CNI), no sul do do estado do Rio de Janeiro, em meio às comemorações pelo Dia do Marinheiro. 

Além do lançamento, também será realizada a integração do submarino Tonelero e a demonstração do estágio de construção e de testes dos cinco submarinos previstos no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). O programa prevê a entrega de quatro submarinos convencionais e um nuclear. 

O Humaitá é o segundo submarino da classe Scorpene a ser lançado ao mar, e é fruto da cooperação tecnológica com a França. Em 2018, a Marinha lançou o submarino Riachuelo – a embarcação está em fase de testes finais, e deve ser entregue para operação em 2021.

O objetivo do Prosub é reforçar a faixa litorânea conhecida como Amazônia Azul. A área compreende 67% do território brasileiro. O programa foi lançado em 2008 e prevê um investimento total de R$ 37, 1 bilhões. Desse total, R$ 20,8 bilhões já foram gastos. 

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Além dos submarinos, também contempla a construção de um complexo de infraestrutura industrial e de apoio à operação e o CNI.

O submarino Álvaro Alberto, de propulsão nuclear, é considerado o projeto mais complexo do programa. A embarcação começou a ser construída em 2012. Segundo o contra-almirante Celso Mizutani Koga, a embarcação deve ser entregue em 2031.

Os submarinos nucleares podem ficar submersos por tempo maior que o convencional, já que não precisam subir à superfície para alimentar o sistema de propulsão, que não depende de ar. 

No entanto, envolvem uma série de desafios orçamentários e técnicos, como a compra de componentes e a capacidade de manter um reator nuclear em alta profundidade. 

Participaram do evento o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, o ministro chefe do gabinete de segurança institucional, General Augusto Heleno, o Governador em exercício do Rio, Cláudio Castro e os comandantes das Forças Armadas.  

A mulher do ministro da Defesa, Adelaide Azevedo e Silva, batizou o casco da embarcação quebrando uma garrafa de champange. O gesto é uma tradição no meio naval. 

O presidente Jair Bolsonaro continua no Rio de Janeiro. Ele almoça no Colégio Naval, em Angra dos Reis, e visita a casa de veraneio da família na Vila de Mambucaba, também em Angra. O presidente passa a noite na Escola de Educação Física do Exército, no Forte São João, na Zona Sul do Rio. No sábado (12), ele participa de uma formatura na Escola Naval, no Centro.