Governo sonda Democratas para integrar base aliada

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta atrair o Democratas, partido do seu adversário Rodrigo Maia, para a sua base aliada. Saiba mais!

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
11 de dezembro de 2020 às 21:06 | Atualizado 15 de dezembro de 2020 às 15:47


 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta atrair o Democratas, partido do seu adversário Rodrigo Maia, para a sua base aliada. Um encontro entre ambos deve ocorrer na próxima semana ou no início de janeiro.

Nesta semana, interlocutores do presidente chegaram a sondar o presidente do DEM, ACM Neto, que esteve em Brasília, para que ocupasse um ministério no governo depois que ele deixasse a prefeitura de Salvador. 

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Também foi dito que essa possibilidade poderia ser dada a Mendonça Filho, ex-ministro da Educação de Michel Temer e que foi derrotado na eleição para a prefeitura do Recife neste ano.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Mai

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia

Foto: Divulgação/Carolina Antunes/PR (04.jun.2019)

ACM disse não ter interesse em ocupar qualquer espaço no governo porque pretende se concentrar nas suas atividades no DEM e no seu projeto de se eleger governador da Bahia em 2022. Mas deixou claro que qualquer integrante do partido que quiser ocupar ministérios está liberado, desde que fique claro que se trata de uma decisão pessoal do presidente, e não partidária. O que, na prática, já ocorre com os ministros Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura). 

O movimento, além de ampliar a base aliada, tem por intuito fragilizar ainda mais o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, adversário político do governo. 

Nesta semana, conforme informou o analista de política Igor Gadelha, o presidente também ofereceu um ministério ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.