Para diminuir resistência, novo ministro da Saúde busca governadores e Centrão

Marcelo Queiroga tem prometido ampliar o diálogo com Legislativo, governadores, prefeitos e entidades médicas

17 de março de 2021 às 10:24 | Atualizado 17 de março de 2021 às 10:25
O cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da Saúde
O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Alvo de críticas de parte do mundo político, o futuro ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem procurado governadores e lideranças do Centrão no Congresso Nacional para pedir apoio.

Nas conversas, tem prometido ampliar o diálogo com Legislativo, governadores, prefeitos e entidades médicas no que chama de “união nacional” para o combate à Covid-19.

Também afirma que o presidente Jair Bolsonaro teria dado liberdade para o novo ministro indicar pessoas de sua confiança no ministério e que pretende nomear “técnicos” para esses postos.

Nesta terça-feira (16), Queiroga se reuniu no Rio de Janeiro com o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), e conversou por telefone com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

No Congresso, o cardiologista já teve conversas com líderes dos principais partidos do Centrão na Câmara; entre eles, do Progressistas, do PSD, do MDB e do Republicanos.

O médico também já conversou com dirigentes de siglas do grupo, como o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Progressistas, e o deputado federal Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos.

Do Senado, além de Ciro, o novo ministro falou com a líder do Progressistas, Daniella Ribeiro (PB), e Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Dos parlamentares, o cardiologista ouviu que, com o agravamento da pandemia, não haverá a “lua de mel” dada a ministros recém-empossados. Ou seja, que as cobranças virão logo no início.

Ajuda

Nessa articulação por apoio, Queiroga tem contado com a ajuda de parlamentares do Centrão que são da Paraíba ou da bancada da saúde, entre eles, o líder do Republicanos na Câmara, Hugo Motta (PB).

“O doutor Queiroga vai precisar de interlocução com o Congresso para trabalhar, e nos colocamos à disposição para ajudar”, afirmou o líder do Republicanos à CNN.

A ideia dos parlamentares aliados ao novo ministro é marcar encontros dele, nos próximos dias, com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
O principal desafio de Queiroga tem sido demonstrar o que ele pretende fazer de diferente da gestão de Eduardo Pazuello, sobretudo, para tentar antecipar a chegada de vacinas contra a Covid-19 já contratadas.