Com desgaste de Bolsonaro e volta de Lula, Centrão repensa estratégia para 2022

Daniela Lima
Renata Agostini
14 de maio de 2021 às 14:25 | Atualizado 14 de maio de 2021 às 15:57

O avanço da CPI da Pandemia, com sucessivos desgastes para o governo, e a volta do ex-presidente Lula ao cenário eleitoral alteraram os ânimos de partidos do Centrão. Alinhados ao presidente Jair Bolsonaro até o momento, siglas de centro repensam a rota para 2022 e parte expressiva dessas legendas sinaliza nos bastidores com candidatura própria.

É o caso do PSD, de Gilberto Kassab, que compõe a base aliada de Bolsonaro. Depois de um encontro com Lula, ele ampliou a distância de Bolsonaro e passou a pregar uma candidatura da sigla à presidência. Esse reposicionamento político foi um dos temas do episódio desta sexta-feira (14) do podcast Horário de Brasília.

O movimento é alicerçado em dois cálculos. De um lado, pavimentar uma solução para as forças de centro não se atrelarem aos dois nomes que hoje polarizam a disputa: Lula e Bolsonaro. Essa estratégia facilita a adesão ao nome que sair vencedor das urnas, seja ele qual for, sob o argumento de que a sigla não rivalizou com os nomes mais bem posicionados, aderindo a um ou ao outro.

De outro, legendas de centro veem na frente alcançada por Lula em cima de Bolsonaro, na última pesquisa Datafolha, uma janela de oportunidade até pouco tempo imprevista: um caminho para tirar o presidente da República do segundo turno na corrida eleitoral do ano que vem. A estratégia seria crescer atirando em Lula, apresentando-se ao eleitorado como alguém melhor equipado do que Bolsonaro para impedir a eleição do petista.

O caminho carece de algo essencial: um nome capaz de animar o eleitor -- e os partidos. Mas está colocado, segundo os presidentes das legendas, pela violência da pandemia, que já ceifou 430 mil vidas, e pela forma como a CPI da Pandemia avança.

A CPI no Senado dedica-se neste momento a expor o que os senadores entendem serem evidências de negligência do governo federal, especialmente na demora para a compra de vacinas e na insistência do presidente Jair Bolsonaro em ignorar técnicos, ancorando-se em um "gabinete de assessoramento paralelo".

Apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini, o Horário de Brasília é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer.

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Foto: CNN Brasil