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    Agradeço tanto ao Lira quanto o Pacheco, diz Haddad após aprovação do Perse

    Ministro faz afago a presidentes do Senado e Câmara após fim de semana marcado por divergências entre Executivo e Legislativo

    Afago de Haddad a Lira e Pacheco se dá em meio a divergências entre Executivo e Legislativo
    Afago de Haddad a Lira e Pacheco se dá em meio a divergências entre Executivo e Legislativo Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda - 08/11/2023

    Patrícia Nadirda CNN

    Brasília

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, agradeceu nesta terça-feira (30) ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pela aprovação do projeto de lei que reconfigura as regras do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

    A matéria foi aprovada nas duas Casas e, agora, vai à sanção.

    “Ao contrário do que às vezes as manchetes sugerem: ‘Câmara e Senado aprovam gasto’. Na verdade, o que aconteceu foi exatamente o contrário: a Câmara e o Senado, e eu agradeço tanto ao Arthur Lira quanto ao Rodrigo Pacheco, disciplinaram e moralizaram um programa que estava dando muito problema não por culpa do Congresso, mas porque o desenho permitia que ele fosse burlado. E isso foi definitivamente corrigido”, disse Haddad.

    O ministro deu a declaração em São Paulo (SP), pouco depois de o Senado aprovar o projeto que prorroga o Perse até dezembro de 2026. A proposta fixa um limite de gastos de R$ 15 bilhões com isenções fiscais. O texto aprovado pelos senadores manteve as regras aprovadas pela Câmara dos Deputados na semana passada.

    O afago de Haddad a Lira e Pacheco se dá em meio a divergências entre Executivo e Legislativo, com uma escalada de tensão na articulação política do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, a temperatura subiu nos últimos dias depois de críticas do presidente do Senado a uma entrevista de Haddad, em que o ministro afirmou que o Legislativo precisa ter “responsabilidade fiscal”.

    Pacheco também criticou a decisão do governo de judicializar a oneração de municípios e de 17 setores da economia. Nesta terça-feira, o senador cancelou um almoço com os ministros Rui Costa (Casa Civil), e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e com os principais líderes do governo.