Alcolumbre acena a Lula ao pautar 6x1 e à oposição ao ditar rito, diz Arko
Cristiano Noronha, vice-presidente da consultoria Arko Advice, avaliou que Davi Alcolumbre (União-AP), adota uma postura de equilíbrio político ao pautar a escala de trabalho 6x1
Ao WW, Cristiano Noronha, vice-presidente da consultoria Arko Advice, avaliou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), adota uma postura de equilíbrio político ao pautar a PEC que extingue a escala de trabalho 6x1.
Para Noronha, ao colocar a proposta em pauta logo após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, Alcolumbre faz um aceno ao governo, mas, ao mesmo tempo, sinaliza à oposição ao estabelecer um rito de tramitação diferente do desejado pelo Palácio do Planalto.
Na avaliação de Noronha, o objetivo do governo é criar uma agenda positiva entre os dois turnos para conquistar votos. Para isso, Alcolumbre seria uma peça fundamental na articulação. No entanto, o analista ponderou que o presidente do Senado ainda estaria pesando os prós e contras da situação.
Para facilitar o quórum, Alcolumbre também precisaria permitir a votação remota, como já fez em outras ocasiões. "É possível, tem prazo", avaliou Noronha.
Caso a PEC não avance, Noronha destacou que o governo já sinalizou uma estratégia alternativa de comunicação. Segundo ele, caso a proposta não seja aprovada, a narrativa adotada será a de responsabilizar a oposição pelo resultado.
"Agora a gente vai ver o que o PL quer realmente para o país. Vamos ver se eles votam essa escala 6x1", teria dito o governo, conforme relatou o analista.
Calendário apertado e rito discrepante
De acordo com Cristiano, a projeção do calendário legislativo é bastante apertada. "A gente vai ter três sessões de discussão essa semana, na próxima mais duas. Se houver emendas tem que voltar para a CCJ, e aí o relator tem que dar um parecer, é concedida vista para depois ir para o plenário", explicou o analista.
Esse cronograma, segundo ele, resultaria na votação final justamente na última semana anterior ao segundo turno das eleições.
Outro fator que complica o cenário é a situação do relator designado para a PEC. O especialista lembrou que o senador Omar Aziz (PSD-AM) está concorrendo ao governo do Amazonas e se encontra no segundo turno, o que pode dificultar sua dedicação integral à relatoria da proposta nesse período.



