Alcolumbre indica que votação de Messias não avança em 2025: "Só orçamento"
Sabatina do indicado de Lula ao STF, prevista para a próxima quarta (10), foi cancelada após Alcolumbre alegar que o Planalto não enviou a mensagem presidencial que formaliza a indicação
Na saída do plenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) evitou responder se os senadores ainda votarão a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) neste ano — manteve silêncio diante da pergunta. Ao ser questionado pela imprensa sobre a LDO, porém, foi direto: “Este ano, só orçamento”, sinalizando que a pauta não deve avançar para além desse tema.
A conversa com os jornalistas ocorreu enquanto o presidente do Senado entrava no elevador para deixar o prédio. Provocado sobre Messias, Alcolumbre manteve o silêncio e não deu qualquer sinal de que pretende pautar a indicação ainda este ano. O tom só mudou quando o assunto passou a ser o orçamento — aí ele respondeu de imediato.
A sabatina de Messias, marcada para o próximo dia 10, foi cancelada na terça-feira (2). Alcolumbre justificou o adiamento pela ausência de envio da mensagem presidencial que formaliza a indicação de Messias ao Supremo. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já tenha anunciado publicamente o nome, a escolha ainda não foi oficializada perante o Congresso.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que o cancelamento acaba favorecendo Messias, que ganha mais tempo para o tradicional “beija-mão”, uma rodada de encontros reservados em gabinetes para apresentar-se aos senadores e buscar apoios.
Para assumir uma cadeira no STF, o indicado precisa da aprovação da maioria absoluta do Senado. O processo, inspirado no modelo da Suprema Corte dos Estados Unidos, passa antes por uma sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde o candidato é questionado sobre temas amplos — de posições jurídicas a assuntos políticos e até pontos da vida pessoal.
LDO de 2026 avança na Comissão de Orçamento
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou, na quarta-feira (3), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026. O texto, relatado por Gervásio Maia (PSB-PB), inclui um calendário para pagamento de emendas parlamentares de execução obrigatória.
Em complementação de voto, Maia acrescentou a previsão de que o Poder Executivo deverá pagar, até o fim do primeiro semestre, 65% das dotações previstas na LOA de 2026 referentes a emendas individuais e de bancada — o que antecipa o desembolso para antes das Eleições Gerais de 2026. Segundo o relator, o parecer foi construído em diálogo com a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais.
A definição de um calendário para pagamento das emendas é uma demanda antiga do Congresso. Agora a LDO segue para a sanção presidencial.


