Além da Venezuela, Lula e Putin discutem encontro bilateral em fevereiro

Presidentes dos dois países conversaram nesta quarta-feira por telefone

Mateus Salomão, da CNN Brasil, Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversaram por telefone nesta quarta-feira (14). Além de discutirem a situação da Venezuela, os dois líderes trataram dos preparativos para encontro bilateral.

De acordo com o Planalto, Lula e Putin discutiram a realização da 8ª CAN (Comissão Bilateral de Alto Nível Brasil – Rússia). A 8ª CAN, marcada para 5 de fevereiro, será presidida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin.

“Os presidentes concordaram que a reunião bilateral será oportunidade para dinamizar áreas prioritárias como comércio, agricultura, defesa, energia, ciência e tecnologia, educação e cultura”, informou o Planalto.

Putin teria se comprometido a enviar delegação de alto nível para participar presencialmente do encontro em Brasília.

Ainda no contato por telefone, os líderes discutiram questões internacionais da atualidade e a situação da Venezuela. Conforme o Kremlin, Lula e Putin enfatizaram as abordagens fundamentais compartilhadas pela Rússia e pelo Brasil “em relação à garantia da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana”.

“Manifestaram preocupação com a situação da Venezuela e reiteraram a importância de que a América do Sul e o Caribe sigam como zonas de paz”, acrescentou o Planalto em nota.

Os mandatários concordaram em continuar coordenando esforços, inclusive no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas) e por meio do BRICS, para reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões.

O contato entre os dois chefes de Estado se dá em meio ao acirramento das tensões no mundo após os Estados Unidos realizarem operação na Venezuela. O episódio resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

O Brasil tem criticado a postura de Donald Trump e encorpado o discurso de defesa da soberania de cada nação. Na ocasião do ataque, Lula chegou a afirmar que o país norte-americano cometeu "afronta gravíssima" e ultrapassou uma "linha inaceitável".