Análise: Ação da PF no INSS desgasta governo

Analista Pedro Venceslau avaliou, no CNN 360°, que ação contra senador Weverton Rocha, vice-líder do governo, causa constrangimento para a gestão federal

Da CNN Brasil
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A operação deflagrada pela PF (Polícia Federal) para apurar irregularidades em descontos associativos em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) criou um novo desgaste para o governo, segundo análise de Pedro Venceslau no CNN 360°.

Venceslau destacou que a ação atingiu diretamente o senador aliado estratégico do governo Weverton Rocha (PDT-MA), que ocupa a posição de vice-líder no Senado. Além disso, a operação também resultou na prisão de Adroaldo Portal, secretário executivo do Ministério da Previdência e número 2 da pasta.

"Quando você chega até integrantes do atual governo, quando você atinge em cheio um senador aliado do governo, vice-líder do governo, obviamente você está dando muita munição para a oposição", afirmou o analista.

Impacto na CPMI do INSS

O analista político também ressaltou que o caso tem potencial para afetar a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga o INSS. Segundo ele, até o momento da operação, o governo havia conseguido manter uma maioria delicada, mas favorável, na comissão.

"O governo sofreu uma derrota inicial, não conseguiu emplacar os seus nomes nos postos chaves, mas depois reverteu essa situação. Conseguiu uma maioria pequena, uma maioria que é delicada, mas ainda assim uma maioria", explicou Venceslau.

Outro ponto destacado pelo analista é que a operação atual, diferentemente de ações anteriores, não envolveu pessoas ligadas à gestão do ex-presidente. "Nesse episódio não houve uma ação, digamos, ecumênica. Não teve ninguém da gestão Bolsonaro que foi envolvido, ao contrário das ações anteriores", observou.

O caso ganhou ainda mais complexidade porque, segundo Venceslau, a denúncia também menciona Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, que teria uma suposta relação com o chamado "careca do INSS". "Quando você chega até o filho do presidente da República, você está dando muita munição para a oposição", concluiu o analista.

A expectativa agora, segundo o especialista, é que o governo tente reduzir danos e manter a correlação de forças favorável na CPMI, apesar do noticiário negativo gerado pela operação da PF.

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