Análise: Diplomacia vê pouca margem para mediar sobre Venezuela
Analista de Política Isabel Mega avaliou, no Live CNN, que diplomatas brasileiros acreditam que os Estados Unidos dificilmente abrirão espaço para mediação brasileira na crise com a Venezuela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que abordou a escalada das tensões na Venezuela durante reunião bilateral com o presidente Donald Trump, colocando-se à disposição para atuar como mediador do conflito. Em entrevista coletiva, o petista enfatizou que tem acompanhado pela imprensa o desenvolvimento da situação na região. A análise é de Isabel Mega no Live CNN.
Na avaliação de diplomatas brasileiros, há pouca probabilidade dos Estados Unidos aceitarem a mediação do Brasil neste momento. "O foco atual de Trump está direcionado às operações no Mar do Caribe, próximo à Venezuela, com ações contra o narcotráfico que servem, principalmente, ao seu discurso doméstico", afirmou a analista.
Prioridades diplomáticas
O governo brasileiro mantém como principal objetivo a revogação do tarifaço nas negociações bilaterais com os Estados Unidos. "Para a diplomacia brasileira, não seria estratégico misturar diferentes pautas neste momento, apesar da crescente tensão na região", conclui Isabel.
Lula expressou preocupação com a situação regional, destacando que "as coisas não se resolvem na bala" e que é necessário estabelecer uma mesa de negociações. O Brasil, que compartilha fronteira com a Venezuela, mantém interesse direto na estabilidade, mas encontra resistência norte-americana.


