Análise: Estratégia da defesa pode prolongar regime fechado de Heleno
Ministro Alexandre de Moraes concedeu prazo adicional para a Polícia Federal entregar resultados da perícia médica realizada no general, após contradição sobre diagnóstico de Alzheimer
A estratégia da defesa do general Augusto Heleno pode acabar prolongando seu tempo em regime fechado, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conceder mais prazo para a PF (Polícia Federal) entregar os resultados da perícia médica realizada no ex-ministro. A análise é de Teo Cury no CNN 360º.
A situação surgiu após uma contradição sobre o diagnóstico de Alzheimer apresentado pela defesa. Cury explica que os advogados informaram que o general foi diagnosticado com a doença em janeiro deste ano, porém, durante o exame de corpo de delito realizado no momento da prisão, a perita do Exército indicou que ele teria a doença desde 2018.
Diante dessa contradição, Moraes determinou a realização de uma perícia independente pela PF. A defesa, na véspera do exame realizado em 12 de dezembro, enviou uma série de documentos para corroborar seus argumentos sobre a condição de saúde do general, mas essa ação acabou complicando o processo.
Prazo estendido para conclusão da perícia
Os peritos da PF informaram ao ministro que, devido ao grande volume de documentos enviados pela defesa, não conseguiriam concluir a análise no prazo inicialmente estipulado. Com isso, Moraes estendeu o prazo até 26 de dezembro para a apresentação dos resultados da perícia.
"No final das contas, uma estratégia da defesa acabou prolongando o tempo que o general Augusto Heleno vai ficar na prisão", explicou Cury. O analista de Política acrescentou que muito provavelmente o general passará o Natal no Comando Militar do Planalto, onde está preso desde o final de novembro.
A defesa de Augusto Heleno solicitou prisão domiciliar alegando sua condição de saúde, mas a decisão só será tomada após a conclusão da perícia médica. Ainda existe a possibilidade de o resultado ser apresentado antes do prazo final, mas dependerá da análise da equipe da PF, que realizará essa avaliação independente antes que Moraes tome sua decisão.


