Análise: Filiação de Mateus Simões ao PSD reduz campo político de Pacheco
Entrada do vice-governador de MG na sigla muda cenário político mineiro e cria obstáculos para candidatura do senador; análise é de Pedro Venceslau no CNN 360º
A filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, ao PSD nesta segunda-feira (27) provocou uma significativa mudança no cenário político mineiro, criando obstáculos para as aspirações do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao governo do estado. A análise é de Pedro Venceslau no CNN 360º.
"A chegada de Simões ao partido, que já conta com uma estrutura robusta em Minas Gerais, incluindo expressivo número de prefeituras e considerável tempo de televisão, praticamente inviabiliza uma eventual candidatura de Pacheco pela mesma sigla", avalia o analisa de Política da CNN.
Aliados de Pacheco demonstraram insatisfação com a movimentação política, especialmente com Alexandre Silveira, secretário-geral do partido e ministro de Minas e Energia, que não teria feito esforços para impedir a filiação. O cenário atual deixa Pacheco com opções reduzidas para uma possível disputa pelo governo mineiro.
"Fontes próximas a Pacheco afirma que ele não descartou completamente a possibilidade de ser indicado ao Supremo Tribunal Federal, embora Jorge Messias seja considerado favorito para a vaga" pontua Venceslau.
O analista destaca que Pacheco não estaria planejando se vincular a partidos de esquerda, como PC do B, PSol, PDT ou PT. A intenção seria manter-se em uma posição mais ao centro do espectro político.
Uma das alternativas seria o MDB, partido que enfrenta suas próprias divisões internas. Legenda possui uma ala governista, outra de oposição e ainda há um grupo que defende uma possível candidatura presidencial de Michel Temer, pauta que ganhou força após convite do PSDB.


