Análise: Licença do Ibama vira trunfo político no Amapá
Segundo análise de Isabel Mega, no CNN Novo Dia, a aprovação do Ibama para perfuração na Foz do Amazonas se torna trunfo eleitoral no Amapá, enquanto Marina Silva mantém postura técnica sobre decisão
O Ibama concedeu licença de operação à Petrobras para perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, localizado na Margem Equatorial, na Foz do Amazonas. A decisão, anunciada na segunda-feira (20), gerou diferentes reações no cenário político, especialmente no estado do Amapá. Segundo a analista Isabel Mega, no CNN Novo Dia, a aprovação está sendo vista como um potencial trunfo eleitoral para as eleições de 2026 no estado.
A aprovação do projeto provocou um desconforto no Ministério do Meio Ambiente. Em resposta, a pasta optou por uma abordagem técnica, emitindo uma nota que delimita o papel do Ibama no processo de licenciamento. O ministério transferiu a responsabilidade das próximas etapas para o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que será encarregado das decisões sobre a exploração energética na região.
Impacto político regional
A liberação da licença foi celebrada por políticos do Amapá, especialmente pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) que acompanharam de perto as articulações nos últimos meses.
"O processo de liberação da licença envolveu também questões logísticas e financeiras significativas", relembrou a analista. A Petrobras mantém uma sonda alugada na região, representando um investimento substancial que precisava de definição devido ao prazo de vencimento do contrato de locação.
A decisão do Ibama reflete um momento de tensão entre diferentes visões sobre o desenvolvimento da região amazônica. "Enquanto políticos do norte do país defendem o potencial econômico da exploração, ambientalistas expressam preocupação com os impactos da atividade petroleira na região", finaliza Isabel.


