Análise: Lula amarga desfalque na segurança pública
Segundo a analista Clarissa Oliveira, durante o Live CNN, a decisão do presidente estaria relacionada aos problemas enfrentados na elaboração da PEC da Segurança Pública, que pode "cair por água abaixo"
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não criar o Ministério da Segurança Pública, apesar da promessa feita durante a campanha eleitoral, estaria diretamente ligada à falta de entregas significativas nessa área, conforme a análise de Clarissa Oliveira, no Live CNN.
A oportunidade para concretizar essa promessa surgiu quando o ministro Ricardo Lewandowski deixou o cargo no início do ano. "Naquele momento, Lula poderia ter dividido a pasta, indicando um ministro para a Justiça e outro para a Segurança Pública, cumprindo assim um compromisso importante de campanha e sinalizando que trataria o setor como prioridade", relembra a analista.
Problemas com a PEC da Segurança
Um dos principais motivos para a desistência seria o fracasso iminente da PEC da Segurança Pública, principal projeto desenvolvido durante a gestão de Ricardo Lewandowski. Segundo a analista, o relatório elaborado pelo deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE) no Congresso Nacional não estaria favorável aos interesses do governo federal.
Integrantes do próprio governo avaliam que o texto, da forma como está sendo conduzido, pode "cair por água abaixo" e "desaparecer completamente", criando mais problemas do que soluções para o presidente. Diante desse cenário desfavorável, a criação de um ministério específico para a área perderia seu propósito principal.


