Anastácio: Prisão de Roberto Dias desfoca trabalhos da CPI e gera burburinhos

No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (8), o advogado criminalista avaliou a prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde

Da CNN, em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (8), o advogado criminalista Thiago Anastácio avaliou a prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias

Preso por decisão da CPI da Pandemia, Dias pagou fiança no valor de R$ 1.100 e foi liberado durante a noite de ontem. A prisão foi pedida pelo presidente da Comissão, senador Omar Aziz, que acusou o ex-diretor de mentir durante o depoimento. A ordem de prisão foi dada após áudios do celular de Luiz Paulo Dominghetti serem revelados pela CNN e colocarem em xeque a versão de Roberto Dias de que foi acidental o encontro em que Dominghetti afirma ter recebido um pedido de propina.

“Como um depoente começa falando que foi tomar um ‘choppinho’ num shopping em Brasília e, de repente, apareceram 400 milhões de doses de vacina que nós sequer tínhamos contato com ela. Nós perdemos a vergonha na cara, o senso de ridículo já foi afastado no Brasil há muito tempo. E de repente nos encontramos com uma prisão, uma prisão decretada pelo presidente da CPI Omar Aziz, num momento ruim porque desfoca o trabalho da CPI, gera burburinho, gera judicialização que certamente virão para os próximos depoentes que irão se precaver de atitudes assim. E, o mais importante, confunde a população”, argumentou Anastácio. 

“Qual é a razão pela qual ontem prendeu-se alguém que mentiu, mas outras pessoas que surfaram na mentira não foram presas?”, questiona o especialista.

O Liberdade de Opinião tem a participação de Sidney Rezende e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

 
Thiago Anastácio, advogado criminalista
Thiago Anastácio, advogado criminalista
Foto: CNN Brasil (08.jul.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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